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domingo, 2 de junho de 2013

SERENDIPIDADE: um palavrão?

LEITORES(AS): agora retorno mesmo para o blog, sei que não terei condições de postar todos os dias, mas semanalmente estarei escrevendo sobre economia, política, curiosidades.

SERENDIPIDADE:
“A palavra vem de Serendip nome inglês para o antigo Ceilão (Sri Lanka) e deriva da lenda dos reis que foram em busca desse país e no caminho foram encontrando por acaso coisas muito interessantes que não
estavam procurando”. (ROSA, José Antônio, IN: http://www.manager.com.br/reportagem/reportagem.php?id_reportagem=864)

Em pesquisa científica esse aparente palavrão significa uma descoberta por um acaso ("sem querer"), por isso muitos autores traduzem, livremente, para um "acidente feliz". Existem diversos exemplos, como o viagra, cuja pesquisa de um laboratório farmacêutico era para o tratamento da hipertensão (e hoje faz a alegria dos "velhinhos" - e das "velhinhas" também, claro -). Outro exemplo na área médica foi a invenção do marca-passo, quando um erro cometido durante a criação de um dispositivo para a gravação de ritmos cardíacos (a retirada de uma resistência elétrica) fez o aparelho emitir uma série de pulsos elétricos ritmados, que se assemelhavam ao ritmo cardíaco. 
 
ATENÇÃO: apesar da serendipidade ser "casual", ela não cai do céu haja vista que acontece quando o pesquisador já procura algo. Vejam, abaixo, a observação de  Paulo N. Figueiredo, no livro Gestão da Inovação, pág. 29:
 
"Serendipidade refere-se às descobertas aparentemente e relativamente fortuitas. É considerada uma das várias formas de manifestação da criatividade que, embora conhecido como acidental, acontecem sob um contexto de busca, perseverança, curiosidade, exploração e senso de observação. Por isso, as descobertas (e/ou invenções) científicas e técnicas advindas da serendipidade não são exatamente feitas por acaso. Decorrem, sim, de disposição e esforços criativos prévios, como refletido na célebre frase do cientista francês Louis Pasteur: O acaso apenas favore as mentes preparadas".   No site abaixo você pode ler sobre outras descobertas casuais: http://www.tecmundo.com.br/invencao/17270-15-coisas-inventadas-ou-descobertas-por-acaso.htm    

terça-feira, 11 de setembro de 2012

EU VOTO EM VÂNIA GALVÃO (13133)

Parentes, amigos e colegas,


A Convenção do PT e partidos coligados foi realizada no dia 30/06 e, infelizmente, não serei candidato a vereador. Como qualquer coligação, a Todos Juntos Por Salvador tem um número limitado de candidatos, e como só me filiei ao partido em setembro do ano passado, eu próprio inviabilizei minha candidatura.

Como é do conhecimento de vocês, sempre me envolvi de forma apaixonada na política. Por isso, prezo pelas mais de quinhentas pessoas que não só prometeram votar em mim, como também fazer campanha. A vocês, apresento alguém em quem acredito e que tem o interesse de levar o nosso projeto para frente: a vereadora, candidata a reeleição, Vânia Galvão.

Sei que eu, sendo uma pessoa preparada (sem falsa modéstia), estava estudando muito mais para exercer um bom mandato. Por isso, indico alguém que julgo de igual capacidade para dar seguimento ao nosso projeto político. Vânia Galvão tem história no movimento sindical e por mais de 20 anos atuou de forma combativa à frente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos da UFBA e UFRB e da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras. Na direção do Movimento de Defesa da Universidade, foi uma das defensoras dos trabalhadores, da Instituição e da educação pública e gratuita de qualidade.

Vânia é ex-presidente do Diretório Municipal do PT (Salvador), e a primeira mulher na história da Câmara Municipal de Salvador a integrar a Mesa Diretora, assumindo a 2ª Secretaria (2009-2011). Foi líder do Partido dos Trabalhadores por duas vezes, além de ter ocupado os cargos de presidente da Comissão Defesa dos Direitos do Cidadão, vice-presidente e relatora da Comissão de Reforma da Lei Orgânica do Município, e hoje, exercendo o segundo mandato como vereadora, é líder do bloco de oposição da Câmara.

Por se mostrar uma parlamentar comprometida com a luta por uma sociedade justa, é que peço o apoio de vocês para que a vereadora Vânia Galvão possa, mais uma vez, assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores como legítima representante do povo de Salvador. Agradeço o apoio, o estímulo, o incentivo, e todas as palavras elogiosas que foram dirigidas a mim e aproveito para dizer que, independentemente de qualquer coisa, continuarei na minha atividade política.

Um abraço,

Prof. Ivan Gargur

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CAPITALIZAÇÃO e TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO

CAPITALIZAÇÃO: adicionar algo ao capital, que no caso do sistema financeiro quer dizer “acrescentar, ao capital, os juros”. Exemplo de não-capitalização: se uma pessoa empresta R$ 100,00 a outra e não cobra nada além dessa importância, ou seja, recebe como pagamento os mesmo R$ 100,00, não houve capitalização, pois nada foi somado ao valor do empréstimo. A capitalização pode ser:


Simples: os juros incidem sempre sobre o capital inicial. Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000,00, para pagamento em 5 meses, considerando 5% de taxa de juros ao mês:

1º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros

2º mês: idem

3º mês: idem

4º mês: idem

5º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros MAIS o capital emprestado, de R$ 1.000,00, ou seja, R$ 1.050,00.

Observem que a taxa de juros de 5% ao mês foi calculada, sempre, sobre a importância inicialmente emprestada, de R$ 1.000,00.

O regime de capitalização simples não é usual, o costumeiramente utilizado é o de Capitalização...

Composta: regime popularmente conhecido como “juros sobre juros”, diferentemente do anterior aqui os juros não incidem apenas sobre o capital inicial mas, sim, sobre um novo capital, que já sofreu acréscimo dos juros. Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000,00, para pagamento em 5 meses, considerando 5% de taxa de juros ao mês:

1º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros

2º mês: o devedor pagará R$ 52,50 (5% de R$ 1.050,00) a título de taxa de juros

3º mês: o devedor pagará R$ 55,12 (5% de R$ 1.102,50) a título de taxa de juros

4º mês: o devedor pagará R$ 57,88 (5% de R$ 1.157,62) a título de taxa de juros

5º mês: o devedor pagará R$ 60,77 (5% de R$ 1.215,50) a título de taxa de juros MAIS o capital de R$ 1.215,50.

NOTA: observem que no regime simples o devedor pagou um total de R$ 1.250,00, resultado da soma de R$ 1.000,00 mais R$ 50,00 X 5 meses, enquanto no regime composto o devedor pagou um total de R$ 1.276,27 (R$ 1.000,00 + R$ 50,00 + R$ 52,50 + R$ 55,12 + R$ 57,88 + R$ 60,77).

TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO:

Papel negociável, nominativo, em que o banco oferece ao comprador do título uma determinada correção (geralmente o dinheiro é corrigido por algum índice econômico), e a oportunidade de concorrer a alguns prêmios. O comprador desse título, que pode ser Pessoa Física ou Jurídica, opta por pagar em parcelas mensais ou em apenas uma parcela. Caso escolha pagar mensalmente a prestação, após 12 meses, será corrigida pelo IGPM-Índice Geral de Preços ao Consumidor (1). O prazo do título é longo, em média 4 anos, e caso você precise resgatar (receber o dinheiro de volta antecipadamente) existe uma espécie de “penalidade”, ou seja, você não receberá toda a importância que está corrigida.

Rendimentos do Título de Capitalização: o valor aplicado pelo comprador do Título é dividido em três partes:

1. cota de capitalização, representa o montante que será resgatado no final do período;

2. cota de sorteio, que é referente às custas com os sorteios;

3. cota de carregamento, destina-se para cobrir às custas com taxa de administração/corretagem.

O rendimento: a cota de capitalização é corrigida pela TR (2) e MAIS uma taxa de juros definida no contrato, taxa de juros essa que não pode ser inferior a 20% da taxa de juros mensal aplicada à caderneta de poupança (atualmente, então, a taxa mínima de juros seria de 0,1% ao mês).

Notem que os bancos “vendem” os Títulos de Capitalização como se fossem investimentos, mas tecnicamente esses Títulos são considerados como um seguro, e não como investimento (não é à toa que o órgão regulador é a SUSEP-Superintendência de Seguros Privados). Aliás, muitos consideram o Título de Capitalização mais uma “loteria”.

Quem procura uma boa alternativa para aplicar seu dinheiro deve estar atento que o Título de Capitalização tem um rendimento inferior, até mesmo, à Caderneta de Poupança, que já é uma das aplicações mais conservadoras.

(1) http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/deflao-em-dezembro.html

(2) http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/04/tr-taxa-referencial.htm

Leia mais sobre esses Títulos em:

http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/capitalizacao

http://www.nuncamais.net/site/pdf/financas.pdf

domingo, 27 de novembro de 2011

INTEGRAÇÃO HORIZONTAL

Na postagem de 20.07.2010* vimos que a INTEGRAÇÃO VERTICAL significa a mesma empresa (ou grupo empresarial) assumir vários “estágios sucessivos do processo total de produção”. Já na integração horizontal uma empresa (ou grupo empresarial) adquire outra(s) empresa(s) que produz(em) o mesmo tipo de produto, ou seja, compra empresas concorrentes, que estão no mesmo estágio de produção. Comparando: na verticalização tratamos de etapas produtivas distintas, que são integradas, aí podendo ser para a frente ou para trás, já na horizontalização a etapa é a mesma. É uma estratégia de crescimento na medida em que a empresa que comprou a concorrente tem, agora, um tamanho maior do mercado.

Vejamos um exemplo simplificado utilizando a cadeia (reduzida) produtiva do café (extraído de http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2010/artigos/E2010_T00377_PCN69547.pdf):

ETAPA 1: produtores de mudas

ETAPA 2: produção primária (produtores de café arábica)

ETAPA 3: primeiro processamento (cooperativas; maquinistas)

ETAPA 4: segundo processamento (empresas de café solúvel)

ETAPA 5: vendedores (nacionais ou exportadores)

INTEGRAÇÃO VERTICAL: supondo que uma empresa de café solúvel passe a ser responsável, também, por uma ou mais etapas dessa cadeia significa que ela está integrando verticalmente.

INTEGRAÇÃO HORIZONTAL: supondo que uma empresa de café solúvel, como estratégia de crescimento, compra outra(s) empresa(s) de café solúvel, ela está integrando horizontalmente.

* http://economistaivangargur.blogspot.com/2010/07/verticalizacao-ou-integracao-vertical.html

domingo, 20 de novembro de 2011

Relação entre PIB e FBCF

O PIB-Produto Interno Bruto* representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa região dentro de um determinado período de tempo. É calculado sob três óticas: ótica da produção, da renda, da despesa. Sob a ótica da despesa o cálculo é da seguinte forma:


PIB = C + I + G + (X – M), onde:
C = Consumo das Famílias (consumo privado)
I = Investimento (soma da Formação Bruta de Capital Fixo mais a Variação de Estoques)
G = Consumo do Governo (consumo público)
X = Bens exportados
M = Bens Importados.

Vamos tratar da relação entre PIB e FBCF**, que significa o investimento em máquinas, equipamentos, material de construção, etc. Alguns fatores estimulam esse investimento, em especial: boas perspectivas da economia, redução da taxa de juros, incentivo governamental (como redução da tributação para compra de máquinas). Por outro lado, vemos que para que a economia de um país cresça a taxas mais elevadas é necessário que a FBCF tenha uma participação relativa crescente, mas é preciso observar que nos últimos anos o crescimento do Brasil foi decorrente não só do aumento da FBCF como, também, de um maior consumo das famílias, ou seja, existe uma relação de interdependência entre esses fatores.

Exemplos:
1) se o consumo das famílias aumenta os empresários vão ter interesse em aumentar a capacidade produtiva - oferta de bens e serviços -, elevando a FBCF, que, por outro lado, significa gerar mais emprego (logo, mais consumo), “tudo” isso levando a um aumento do PIB;
2) um aumento do PIB decorrente de uma elevação do consumo, gerando melhores perspectivas da economia, também incentiva mais investimento na capacidade produtiva (mais aumento da FBCF);
3) Se invertermos, agora, o nosso olhar, verificamos que uma maior FBCF permite atender a um aumento do consumo, na medida em que mais bens e serviços serão produzidos, e, em conseqüência, pode evitar a inflação de demanda** (aumento da demanda agregada em relação à oferta agregada).

* http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/01/pib-produto-interno-bruto.html
** http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5178040478652576462&postID=6708325133775173228

domingo, 13 de novembro de 2011

SATISFAÇÃO AOS LEITORES

Por diversas vezes tentei voltar ao blog mas sem sucesso, quando criei achava que seria possível colocar postagens todos os dias da semana, no entanto, conforme já expliquei, um blog de economia não é, "simplesmente", eu dar uma opinião (como seria, por exemplo, um blog sobre cinema), é preciso pesquisar para nada sair de errado. Acontece que tenho recebido msgs de alguns leitores, inclusive elogiando a clareza das informações. Então, principalmente em respeito a esses leitores (que, mesmo  com o blog bem desatualizado, continuaram consultando), a partir do próximo domingo, 20, voltarei a colocar postagens.  Como não terei condições de fazer diarimente me comprometo a, todo dia de domingo, escrever alguma coisa e, como é meu propósito, se tiverem dúvidas sobre economia me escrevam que responderei, também, nos dias de domingo. Saudações a todos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

VERTICALIZAÇÃO (ou INTEGRAÇÃO VERTICAL)

Jornal A Tarde de 02/06/2010, pág. B1: “AGRONEGÓCIOS. Bahia quer verticalizar a cadeia produtiva do milho, soja e algodão”:

“lançamento do projeto de verticalização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão, as três principais commodities agrícolas do oeste baiano,...’

“Na safra 2009/2010, as três culturas [produziram] 4.629.000 toneladas de soja e milho e 983.794 toneladas de fibra, que, em sua grande maioria, ainda são vendidas in natura.”

Jornal Folha de São Paulo de 27/06/2010, pág. B1: “MARFRIG QUER SEARA COMO MARCA GLOBAL. Depois de adquirir 40 empresas, grupo afirma que encerrou as compras e prioriza eficiência e novos mercados. Marfrig atinge objetivo ao completar cadeia da carne. Presente do abate até o produto final, grupo busca agora melhor a eficiência e a atender bem aos consumidores. O grupo Marfrig atingiu o seu principal objetivo: participar de todas as fases na produção de carnes. “Nossa estratégia sempre foi fazer produtos de valor agregado, estar presente em toda a cadeia produtiva – do abate até o produto final -...”

Essas duas matérias dizem respeito ao que é chamado de INTEGRAÇÃO VERTICAL. No caso do grupo MARFRIG, por exemplo, vejam que faz toda a “cadeira da carne”, toda a cadeia produtiva é feita pelo próprio grupo: “do abate até o produto final”. A empresa poderia, por exemplo, se dedicar só ao abate e passar as outras fases do processo produtivo para outras empresas, como muitas fazem, não é mesmo? Mas no caso de ficar com todas as etapas o grupo está agregando valor ao produto, podendo vendê-lo por um preço maior.

Vejamos o que diz Anita Kon, no livro Economia Industrial, capítulo 5.5 “A integração vertical ou terceirização como estratégia”: “”Esta integração [vertical] envolve um aumento no número de produtos intermediários produzidos pela firma para seu próprio uso. Assim, a diversificação pode ser voltada para a substituição de insumos comprados de outras empresas por produção própria, integrando-se “para trás” (...), ou para a distribuição e outros serviços “para a frente” (...) na cadeia de produção-distribuição-consumo. (...) Uma única empresa [ ou grupo empresarial] pode integrar atividades econômicas relacionadas a vários estágios sucessivos do processo total de produção, que se desenrola desde a produção da matéria-prima até a colocação do produto acabado nas mãos do consumidor final, (...)”.

Se não ficou claro sobre o que é INTEGRAÇÃO VERTICAL mande sua dúvida.Outro dia discorreremos sobre a INTEGRAÇÃO HORIZONTAL.