domingo, 19 de outubro de 2014
Eleições 2014
Acho impressionante a maneira como alguém começa a utilizar certos termos que acabam sendo, vulgarmente, popularizados. A palavra da moda depois das manifestações de junho do ano passado é MUDANÇA. Dez em cada dez brasileiros falam em...MUDANÇA, o Brasil precisa MUDAR. Pergunto: toda mudança é, necessariamente, para melhor? O verbo MUDAR qualifica, para melhor, o que está sendo...MUDADO? Na vida será que sempre MUDAMOS para melhor? Podemos mudar de emprego, p. ex., e depois percebermos que MUDAMOS sim, mas não necessariamente para melhor. Sim, o PSDB tem razão, votar em Aécio significa MUDANÇA, só que uma mudança para PIOR, aliás, para BEM PIOR. É o Consenso de Washington e suas políticas neoliberais que tanto infelicitaram a América Latina, em especial a classe trabalhadora.
Como disse o presidente Lula na Revista Carta Capital de 15.10: a escolha é entre o futuro e o passado, “estão em disputa dois projetos opostos de Brasil”, a questão não é DILMA, a questão não é AÉCIO, a questão são os projetos envolvidos: um projeto inclusivo, que governa para todo o Brasil mas fazendo com que o “braço forte do Estado se estenda mais para os necessitados”, e um outro projeto, excludente, que governa para uma minoria.
Opção de voto: tenho por hábito, óbvio, respeitar todo e qualquer voto, cada eleitor decide em quem votar, mas, declaro sem nenhum receio: me causa estranheza, muita estranheza, trabalhador falar que vai votar em Aécio; que aquelas socialites lá de São Paulo (ou de qualquer Estado), votem em Aécio, isso significa coerência, agora, a classe trabalhadora deixar de votar no PT para votar no PSDB/DEM, aí, me perdoem, é uma tremenda incoerência. E o pequeno comerciante, o dono de um barzinho, de uma lotérica, de uma banca de revista, etc etc, que não compreende que a política do PT de criar renda para a camada mais pobre da sociedade brasileira reverte em favor do seu próprio comércio, pois é uma população que vai gastar, justamente, nesse pequeno comércio.
Abaixo destaco mais alguns pontos que me levam a votar em Dilma e, também, algumas indicações de leitura. Mas quero chamar a atenção de que o maior motivo para eu votar em Dilma eu não citei abaixo e quero registrar logo aqui: é que se Aécio ganhar o ministro da Fazenda vai ser Armínio Fraga.
Vamos lá:
1. Redução da pobreza extrema em 82% entre 2002 e 2013;
2. Programa Ciência sem Fronteiras: mais de cem mil alunos bolsistas estudando em diversos países;
3. Programa Mais Médicos: contratação de cerca de 14 mil profissionais, distribuídos em quase 4 mil municípios e em mais de 30 distritos indígenas;
4. Bolsa família: além de alimentar as famílias mais carentes injeta, por ano, mais de R$ 20 bilhões na economia; interessante que passei minha vida toda escutando que o “Brasil tem uma péssima distribuição de renda”, quando chega um governo e cria um mecanismo de redução dessa desigualdade tem gente que critica (ao contrário de instituições como a FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura -, que só tece elogios a esse programa);
4.1 A propósito, para mim existem três tipos de pessoas que condenam esse Programa:
a) quem não entende nada de economia (a grande maioria da população);
b) quem entende de economia mas quer, sempre, criticar o governo;
c) quem entende de economia mas não quer que o pobre se alimente;
5. PRONATEC: oito milhões de vagas em cursos profissionalizantes;
6. Criação de Universidades Públicas Federais na Bahia: quatro (UFRB, UNIVASF, UFSB e UFOB), e em vias de ser criada a quinta, a UFNB;
7. Minha Casa Minha Vida: cerca de dois milhões de casas para os brasileiros;
8. Alunos em Universidades: em 2002 quase 4 milhões, em 2010, cerca de 7 milhões (por isso aquela socialite nojentinha achou um absurdo “...o filho da empregada dela agora ser universitário”);
9. FIES e PROUNI: entre 2010 e 2014 os recursos destinados ao financiamento dos estudantes que ingressaram no ensino superior subiu de R$ 1 bilhão para R$ 9 bilhões;
10. Atuação da Polícia Federal: entre 2003 até maio deste ano a PF realizou 2.226 operações, resultando na prisão de 2.351 servidores públicos e 119 policiais federais, enquanto durante os oito anos do PSDB governando o país ocorreram 48 operações, ou seja, uma média de 6 operações por ano; a propósito, para quem diz que o PT tem “compromisso” com a corrupção peço que faça uma comparação entre a quantidade de concursos para a Polícia Federal durante a gestão de FHC e a quantidade de concursos durante os governos do PT; um dos pressupostos para combater a corrupção é, justamente, fortalecer o órgão principal de combate, que é a PF (e isso o PT tem feito);
11. Emprego: diferentemente do que ocorrido em várias partes do mundo, como nos EUA e na Europa, tivemos uma ampla geração de emprego (mesmo com o baixo crescimento econômico);
12. Os antigos “sem-cinema”: quem frequenta assiduamente cinema observa, hoje, uma população que não tinha acesso a esse lazer (ah, lembrei, para muitos é “feio” sentar no cinema ao lado dos “pobres”);
13. Farmácia Popular: sabem o que é descontos nos medicamentos ou, mesmo, receber alguns deles sem qualquer custo? Luz para Todos, alcançando 15 milhões de brasileiros. Aumento real do salário-mínimo, ou seja, acima da inflação. Pois é, tudo “culpa” do PT.
Vou parar no emblemático 13, até porque se fosse elencar mais e mais pontos favoráveis ao PT seria “covardia”, e a leitura poderia, até, ficar cansativa com uma lista tão longa. Agora vamos a alguns destaques:
1. Jaques Wagner, no Jornal Folha de São Paulo de 13.10, aborda dois pontos fundamentais:
a) “não há partido dos santos, nem dos diabos”, realmente, é uma realidade, em qualquer partido político DO MUNDO, encontraremos pessoas do bem, e outras nem tanto;
b) ainda Wagner: “não vejo Aécio possa dar aula de ética” (eu pergunto: alguma dúvida?);
2. Fundamental a leitura do artigo “Por que votar em Dilma”, de Roberto Mangabeira Unger, publicado na Folha de São Paulo também do último dia 13; link abaixo:
http://tools.folha.com.br/print?url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Ffsp%2Fopiniao%2F190378-por-que-votar-em-dilma.shtml&site=emcimadahora
3. Também fundamental ler a carta que Roberto Amaral, presidente do PSB, dirigiu aos militantes do Partido e à sociedade brasileira; link abaixo:
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Em-carta-aberta-presidente-do-PSB-declara-apoio-a-Dilma/4/31978.
No dia 26.10, pelo bem do Brasil, vamos de 13.
Marcadores:
Aécio Neves,
Consenso de Washington,
Dilma Rouseff,
Eleições 2014
terça-feira, 2 de julho de 2013
Campeão da Copa das Confederações, e daí?
Prezados(as), ainda a respeito da Copa das Confederações: li ontem no face uma série de mensagens de ufanismo com a vitória do Brasil, me perdoem mas minha antipatia com o futebol brasileiro continua. Já sei, vão dizer que não sou patriota, mas como não sou patriota se, em alguns momentos dos jogos eu estava (por opção minha), trabalhando? Como não sou patriota se eu torço para o Brasil em todos... os esportes, sim, é o que estou escrevendo, torço para o Brasil em todos os esportes, aliás, quase todos já que pelo futebol não consigo torcer. Quando a CBF convidou Scolari para técnico até pensei que mudaria minha posição, já que considero ele um cara sério, mas não consigo me empolgar. Vocês são pessoas inteligentes então não é necessário eu explicar o porquê de eu não torcer pelo futebol brasileiro. Ah, já sei, alguém vai dizer que "é um momento de alegria para o povo brasileiro", mas, por favor, não voltem com essa coisa de "a pátria de chuteira", só vou me alegrar quando formos "a pátria dos livros". E só para ser um estraga-prazeres nesse momento de alegria, um lembrete para você que já considera a Copa de 2014 como "favas contadas": o Brasil ganhou as duas últimas Copas das Confederações, de 2005 e 2009, e o que ocorreu logo depois na Copa do Mundo? Claro que o Brasil é um dos favoritos, mas não se esqueçam da Alemanha, Argentina, Espanha (sim, ela) e Itália. Claro que respeito a posição de vocês, por isso peço que respeitem meu direito (democrático) de NÃO TORCER PELO FUTEBOL BRASILEIRO. Fiquem com DEUS.
Marcadores:
CBF,
Copa das Confederações,
futebol,
Scolari
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Quando falamos em INOVAÇÃO sempre pensamos em algum bem, algum objeto, mas para Joseph Schumpeter*, considerado o "profeta da inovação", INOVAÇÃO significa:
1. introdução de um novo bem, ou de uma nova qualidade de um bem;
2. introdução de um novo método de produção, ou uma nova maneira de comercializar uma mercadoria;
3. abertura de um novo mercado;
4. conquista de uma nova fonte de matérias-primas, ou de bens intermediários;
5. estabelecimento de uma nova forma de organização de qualquer indústria.
* um dos mais importantes economistas do séc. XX, nasceu em Triesch (hoje República Tcheca), e viveu entre 1883 e 1950. Autor, entre outras obras importantes, de "Capitalismo, Socialismo e Democracia", onde trata de um aspecto fundamental para o entendimento do Capitalismo, que é a "Destruição Criativa" (ponto que, juntamente com inovação, será tratado em outras postagens).
domingo, 9 de junho de 2013
INVENÇÃO DIFERENTE DE INOVAÇÃO
PARA MUITA GENTE INVENÇÃO E INOVAÇÃO SÃO SINÔNIMOS, MAS NA REALIDADE SÃO CONCEITOS DISTINTOS. OBSERVEM AS CARACTERÍSTICAS:
INVENÇÃO:
Processo criativo
Algo novo a partir do que NÃO EXISTE
100% original
Ainda sem utilização pela sociedade
INOVAÇÃO:
Quando invenção passa a ser utilizada pela sociedade, gerando resultados, temos agora uma INOVAÇÃO
Algo novo a partir do que JÁ EXISTE
EM RESUMO: se você é aquele "cientista maluco", que cria coisas novas mas que não têm uso, ficam no quintal da casa, você inventou mas não inovou.
ENTENDAM: toda inovação vem de uma invenção mas nem toda invenção se transforma numa inovação.
Em outras postagens trataremos mais da inovação, fator crial para a competitividade empresarial.
INVENÇÃO:
Processo criativo
Algo novo a partir do que NÃO EXISTE
100% original
Ainda sem utilização pela sociedade
INOVAÇÃO:
Quando invenção passa a ser utilizada pela sociedade, gerando resultados, temos agora uma INOVAÇÃO
Algo novo a partir do que JÁ EXISTE
EM RESUMO: se você é aquele "cientista maluco", que cria coisas novas mas que não têm uso, ficam no quintal da casa, você inventou mas não inovou.
ENTENDAM: toda inovação vem de uma invenção mas nem toda invenção se transforma numa inovação.
Em outras postagens trataremos mais da inovação, fator crial para a competitividade empresarial.
domingo, 2 de junho de 2013
SERENDIPIDADE: um palavrão?
LEITORES(AS): agora retorno mesmo para o blog, sei que não terei condições de postar todos os dias, mas semanalmente estarei escrevendo sobre economia, política, curiosidades.
SERENDIPIDADE:
“A palavra vem de Serendip nome inglês para o antigo Ceilão (Sri Lanka) e deriva da lenda dos reis que foram em busca desse país e no caminho foram encontrando por acaso coisas muito interessantes que não
estavam procurando”. (ROSA, José Antônio, IN: http://www.manager.com.br/reportagem/reportagem.php?id_reportagem=864)
Em pesquisa científica esse aparente palavrão significa uma descoberta por um acaso ("sem querer"), por isso muitos autores traduzem, livremente, para um "acidente feliz". Existem diversos exemplos, como o viagra, cuja pesquisa de um laboratório farmacêutico era para o tratamento da hipertensão (e hoje faz a alegria dos "velhinhos" - e das "velhinhas" também, claro -). Outro exemplo na área médica foi a invenção do marca-passo, quando um erro cometido durante a criação de um dispositivo para a gravação de ritmos cardíacos (a retirada de uma resistência elétrica) fez o aparelho emitir uma série de pulsos elétricos ritmados, que se assemelhavam ao ritmo cardíaco.
ATENÇÃO: apesar da serendipidade ser "casual", ela não cai do céu haja vista que acontece quando o pesquisador já procura algo. Vejam, abaixo, a observação de Paulo N. Figueiredo, no livro Gestão da Inovação, pág. 29:
"Serendipidade refere-se às descobertas aparentemente e relativamente fortuitas. É considerada uma das várias formas de manifestação da criatividade que, embora conhecido como acidental, acontecem sob um contexto de busca, perseverança, curiosidade, exploração e senso de observação. Por isso, as descobertas (e/ou invenções) científicas e técnicas advindas da serendipidade não são exatamente feitas por acaso. Decorrem, sim, de disposição e esforços criativos prévios, como refletido na célebre frase do cientista francês Louis Pasteur: O acaso apenas favore as mentes preparadas". No site abaixo você pode ler sobre outras descobertas casuais: http://www.tecmundo.com.br/invencao/17270-15-coisas-inventadas-ou-descobertas-por-acaso.htm
terça-feira, 11 de setembro de 2012
EU VOTO EM VÂNIA GALVÃO (13133)
Parentes, amigos e colegas,
A Convenção do PT e partidos coligados foi realizada no dia 30/06 e, infelizmente, não serei candidato a vereador. Como qualquer coligação, a Todos Juntos Por Salvador tem um número limitado de candidatos, e como só me filiei ao partido em setembro do ano passado, eu próprio inviabilizei minha candidatura.
Como é do conhecimento de vocês, sempre me envolvi de forma apaixonada na política. Por isso, prezo pelas mais de quinhentas pessoas que não só prometeram votar em mim, como também fazer campanha. A vocês, apresento alguém em quem acredito e que tem o interesse de levar o nosso projeto para frente: a vereadora, candidata a reeleição, Vânia Galvão.
Sei que eu, sendo uma pessoa preparada (sem falsa modéstia), estava estudando muito mais para exercer um bom mandato. Por isso, indico alguém que julgo de igual capacidade para dar seguimento ao nosso projeto político. Vânia Galvão tem história no movimento sindical e por mais de 20 anos atuou de forma combativa à frente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos da UFBA e UFRB e da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras. Na direção do Movimento de Defesa da Universidade, foi uma das defensoras dos trabalhadores, da Instituição e da educação pública e gratuita de qualidade.
Vânia é ex-presidente do Diretório Municipal do PT (Salvador), e a primeira mulher na história da Câmara Municipal de Salvador a integrar a Mesa Diretora, assumindo a 2ª Secretaria (2009-2011). Foi líder do Partido dos Trabalhadores por duas vezes, além de ter ocupado os cargos de presidente da Comissão Defesa dos Direitos do Cidadão, vice-presidente e relatora da Comissão de Reforma da Lei Orgânica do Município, e hoje, exercendo o segundo mandato como vereadora, é líder do bloco de oposição da Câmara.
Por se mostrar uma parlamentar comprometida com a luta por uma sociedade justa, é que peço o apoio de vocês para que a vereadora Vânia Galvão possa, mais uma vez, assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores como legítima representante do povo de Salvador. Agradeço o apoio, o estímulo, o incentivo, e todas as palavras elogiosas que foram dirigidas a mim e aproveito para dizer que, independentemente de qualquer coisa, continuarei na minha atividade política.
Um abraço,
Prof. Ivan Gargur
A Convenção do PT e partidos coligados foi realizada no dia 30/06 e, infelizmente, não serei candidato a vereador. Como qualquer coligação, a Todos Juntos Por Salvador tem um número limitado de candidatos, e como só me filiei ao partido em setembro do ano passado, eu próprio inviabilizei minha candidatura.
Como é do conhecimento de vocês, sempre me envolvi de forma apaixonada na política. Por isso, prezo pelas mais de quinhentas pessoas que não só prometeram votar em mim, como também fazer campanha. A vocês, apresento alguém em quem acredito e que tem o interesse de levar o nosso projeto para frente: a vereadora, candidata a reeleição, Vânia Galvão.
Sei que eu, sendo uma pessoa preparada (sem falsa modéstia), estava estudando muito mais para exercer um bom mandato. Por isso, indico alguém que julgo de igual capacidade para dar seguimento ao nosso projeto político. Vânia Galvão tem história no movimento sindical e por mais de 20 anos atuou de forma combativa à frente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos da UFBA e UFRB e da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras. Na direção do Movimento de Defesa da Universidade, foi uma das defensoras dos trabalhadores, da Instituição e da educação pública e gratuita de qualidade.
Vânia é ex-presidente do Diretório Municipal do PT (Salvador), e a primeira mulher na história da Câmara Municipal de Salvador a integrar a Mesa Diretora, assumindo a 2ª Secretaria (2009-2011). Foi líder do Partido dos Trabalhadores por duas vezes, além de ter ocupado os cargos de presidente da Comissão Defesa dos Direitos do Cidadão, vice-presidente e relatora da Comissão de Reforma da Lei Orgânica do Município, e hoje, exercendo o segundo mandato como vereadora, é líder do bloco de oposição da Câmara.
Por se mostrar uma parlamentar comprometida com a luta por uma sociedade justa, é que peço o apoio de vocês para que a vereadora Vânia Galvão possa, mais uma vez, assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores como legítima representante do povo de Salvador. Agradeço o apoio, o estímulo, o incentivo, e todas as palavras elogiosas que foram dirigidas a mim e aproveito para dizer que, independentemente de qualquer coisa, continuarei na minha atividade política.
Um abraço,
Prof. Ivan Gargur
Marcadores:
eleições 2012,
eleições Salvador,
Vânia Galvão,
vereadores PT Salvador
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
CAPITALIZAÇÃO e TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO
CAPITALIZAÇÃO: adicionar algo ao capital, que no caso do sistema financeiro quer dizer “acrescentar, ao capital, os juros”. Exemplo de não-capitalização: se uma pessoa empresta R$ 100,00 a outra e não cobra nada além dessa importância, ou seja, recebe como pagamento os mesmo R$ 100,00, não houve capitalização, pois nada foi somado ao valor do empréstimo. A capitalização pode ser:
Simples: os juros incidem sempre sobre o capital inicial. Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000,00, para pagamento em 5 meses, considerando 5% de taxa de juros ao mês:
1º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros
2º mês: idem
3º mês: idem
4º mês: idem
5º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros MAIS o capital emprestado, de R$ 1.000,00, ou seja, R$ 1.050,00.
Observem que a taxa de juros de 5% ao mês foi calculada, sempre, sobre a importância inicialmente emprestada, de R$ 1.000,00.
O regime de capitalização simples não é usual, o costumeiramente utilizado é o de Capitalização...
Composta: regime popularmente conhecido como “juros sobre juros”, diferentemente do anterior aqui os juros não incidem apenas sobre o capital inicial mas, sim, sobre um novo capital, que já sofreu acréscimo dos juros. Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000,00, para pagamento em 5 meses, considerando 5% de taxa de juros ao mês:
1º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros
2º mês: o devedor pagará R$ 52,50 (5% de R$ 1.050,00) a título de taxa de juros
3º mês: o devedor pagará R$ 55,12 (5% de R$ 1.102,50) a título de taxa de juros
4º mês: o devedor pagará R$ 57,88 (5% de R$ 1.157,62) a título de taxa de juros
5º mês: o devedor pagará R$ 60,77 (5% de R$ 1.215,50) a título de taxa de juros MAIS o capital de R$ 1.215,50.
NOTA: observem que no regime simples o devedor pagou um total de R$ 1.250,00, resultado da soma de R$ 1.000,00 mais R$ 50,00 X 5 meses, enquanto no regime composto o devedor pagou um total de R$ 1.276,27 (R$ 1.000,00 + R$ 50,00 + R$ 52,50 + R$ 55,12 + R$ 57,88 + R$ 60,77).
TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO:
Papel negociável, nominativo, em que o banco oferece ao comprador do título uma determinada correção (geralmente o dinheiro é corrigido por algum índice econômico), e a oportunidade de concorrer a alguns prêmios. O comprador desse título, que pode ser Pessoa Física ou Jurídica, opta por pagar em parcelas mensais ou em apenas uma parcela. Caso escolha pagar mensalmente a prestação, após 12 meses, será corrigida pelo IGPM-Índice Geral de Preços ao Consumidor (1). O prazo do título é longo, em média 4 anos, e caso você precise resgatar (receber o dinheiro de volta antecipadamente) existe uma espécie de “penalidade”, ou seja, você não receberá toda a importância que está corrigida.
Rendimentos do Título de Capitalização: o valor aplicado pelo comprador do Título é dividido em três partes:
1. cota de capitalização, representa o montante que será resgatado no final do período;
2. cota de sorteio, que é referente às custas com os sorteios;
3. cota de carregamento, destina-se para cobrir às custas com taxa de administração/corretagem.
O rendimento: a cota de capitalização é corrigida pela TR (2) e MAIS uma taxa de juros definida no contrato, taxa de juros essa que não pode ser inferior a 20% da taxa de juros mensal aplicada à caderneta de poupança (atualmente, então, a taxa mínima de juros seria de 0,1% ao mês).
Notem que os bancos “vendem” os Títulos de Capitalização como se fossem investimentos, mas tecnicamente esses Títulos são considerados como um seguro, e não como investimento (não é à toa que o órgão regulador é a SUSEP-Superintendência de Seguros Privados). Aliás, muitos consideram o Título de Capitalização mais uma “loteria”.
Quem procura uma boa alternativa para aplicar seu dinheiro deve estar atento que o Título de Capitalização tem um rendimento inferior, até mesmo, à Caderneta de Poupança, que já é uma das aplicações mais conservadoras.
(1) http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/deflao-em-dezembro.html
(2) http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/04/tr-taxa-referencial.htm
Leia mais sobre esses Títulos em:
http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/capitalizacao
http://www.nuncamais.net/site/pdf/financas.pdf
Simples: os juros incidem sempre sobre o capital inicial. Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000,00, para pagamento em 5 meses, considerando 5% de taxa de juros ao mês:
1º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros
2º mês: idem
3º mês: idem
4º mês: idem
5º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros MAIS o capital emprestado, de R$ 1.000,00, ou seja, R$ 1.050,00.
Observem que a taxa de juros de 5% ao mês foi calculada, sempre, sobre a importância inicialmente emprestada, de R$ 1.000,00.
O regime de capitalização simples não é usual, o costumeiramente utilizado é o de Capitalização...
Composta: regime popularmente conhecido como “juros sobre juros”, diferentemente do anterior aqui os juros não incidem apenas sobre o capital inicial mas, sim, sobre um novo capital, que já sofreu acréscimo dos juros. Exemplo: um empréstimo de R$ 1.000,00, para pagamento em 5 meses, considerando 5% de taxa de juros ao mês:
1º mês: o devedor pagará R$ 50,00 (5% de R$ 1.000,00) a título de taxa de juros
2º mês: o devedor pagará R$ 52,50 (5% de R$ 1.050,00) a título de taxa de juros
3º mês: o devedor pagará R$ 55,12 (5% de R$ 1.102,50) a título de taxa de juros
4º mês: o devedor pagará R$ 57,88 (5% de R$ 1.157,62) a título de taxa de juros
5º mês: o devedor pagará R$ 60,77 (5% de R$ 1.215,50) a título de taxa de juros MAIS o capital de R$ 1.215,50.
NOTA: observem que no regime simples o devedor pagou um total de R$ 1.250,00, resultado da soma de R$ 1.000,00 mais R$ 50,00 X 5 meses, enquanto no regime composto o devedor pagou um total de R$ 1.276,27 (R$ 1.000,00 + R$ 50,00 + R$ 52,50 + R$ 55,12 + R$ 57,88 + R$ 60,77).
TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO:
Papel negociável, nominativo, em que o banco oferece ao comprador do título uma determinada correção (geralmente o dinheiro é corrigido por algum índice econômico), e a oportunidade de concorrer a alguns prêmios. O comprador desse título, que pode ser Pessoa Física ou Jurídica, opta por pagar em parcelas mensais ou em apenas uma parcela. Caso escolha pagar mensalmente a prestação, após 12 meses, será corrigida pelo IGPM-Índice Geral de Preços ao Consumidor (1). O prazo do título é longo, em média 4 anos, e caso você precise resgatar (receber o dinheiro de volta antecipadamente) existe uma espécie de “penalidade”, ou seja, você não receberá toda a importância que está corrigida.
Rendimentos do Título de Capitalização: o valor aplicado pelo comprador do Título é dividido em três partes:
1. cota de capitalização, representa o montante que será resgatado no final do período;
2. cota de sorteio, que é referente às custas com os sorteios;
3. cota de carregamento, destina-se para cobrir às custas com taxa de administração/corretagem.
O rendimento: a cota de capitalização é corrigida pela TR (2) e MAIS uma taxa de juros definida no contrato, taxa de juros essa que não pode ser inferior a 20% da taxa de juros mensal aplicada à caderneta de poupança (atualmente, então, a taxa mínima de juros seria de 0,1% ao mês).
Notem que os bancos “vendem” os Títulos de Capitalização como se fossem investimentos, mas tecnicamente esses Títulos são considerados como um seguro, e não como investimento (não é à toa que o órgão regulador é a SUSEP-Superintendência de Seguros Privados). Aliás, muitos consideram o Título de Capitalização mais uma “loteria”.
Quem procura uma boa alternativa para aplicar seu dinheiro deve estar atento que o Título de Capitalização tem um rendimento inferior, até mesmo, à Caderneta de Poupança, que já é uma das aplicações mais conservadoras.
(1) http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/deflao-em-dezembro.html
(2) http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/04/tr-taxa-referencial.htm
Leia mais sobre esses Títulos em:
http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/capitalizacao
http://www.nuncamais.net/site/pdf/financas.pdf
Marcadores:
Caderneta de Poupança,
capitalização,
IGPM,
SUSEP,
Taxa Referencial,
título de capitalização
domingo, 27 de novembro de 2011
INTEGRAÇÃO HORIZONTAL
Na postagem de 20.07.2010* vimos que a INTEGRAÇÃO VERTICAL significa a mesma empresa (ou grupo empresarial) assumir vários “estágios sucessivos do processo total de produção”. Já na integração horizontal uma empresa (ou grupo empresarial) adquire outra(s) empresa(s) que produz(em) o mesmo tipo de produto, ou seja, compra empresas concorrentes, que estão no mesmo estágio de produção. Comparando: na verticalização tratamos de etapas produtivas distintas, que são integradas, aí podendo ser para a frente ou para trás, já na horizontalização a etapa é a mesma. É uma estratégia de crescimento na medida em que a empresa que comprou a concorrente tem, agora, um tamanho maior do mercado.
Vejamos um exemplo simplificado utilizando a cadeia (reduzida) produtiva do café (extraído de http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2010/artigos/E2010_T00377_PCN69547.pdf):
ETAPA 1: produtores de mudas
↓
ETAPA 2: produção primária (produtores de café arábica)
↓
ETAPA 3: primeiro processamento (cooperativas; maquinistas)
↓
ETAPA 4: segundo processamento (empresas de café solúvel)
↓
ETAPA 5: vendedores (nacionais ou exportadores)
INTEGRAÇÃO VERTICAL: supondo que uma empresa de café solúvel passe a ser responsável, também, por uma ou mais etapas dessa cadeia significa que ela está integrando verticalmente.
INTEGRAÇÃO HORIZONTAL: supondo que uma empresa de café solúvel, como estratégia de crescimento, compra outra(s) empresa(s) de café solúvel, ela está integrando horizontalmente.
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2010/07/verticalizacao-ou-integracao-vertical.html
Vejamos um exemplo simplificado utilizando a cadeia (reduzida) produtiva do café (extraído de http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2010/artigos/E2010_T00377_PCN69547.pdf):
ETAPA 1: produtores de mudas
↓
ETAPA 2: produção primária (produtores de café arábica)
↓
ETAPA 3: primeiro processamento (cooperativas; maquinistas)
↓
ETAPA 4: segundo processamento (empresas de café solúvel)
↓
ETAPA 5: vendedores (nacionais ou exportadores)
INTEGRAÇÃO VERTICAL: supondo que uma empresa de café solúvel passe a ser responsável, também, por uma ou mais etapas dessa cadeia significa que ela está integrando verticalmente.
INTEGRAÇÃO HORIZONTAL: supondo que uma empresa de café solúvel, como estratégia de crescimento, compra outra(s) empresa(s) de café solúvel, ela está integrando horizontalmente.
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2010/07/verticalizacao-ou-integracao-vertical.html
Marcadores:
estratégia competitiva,
integração horizontal,
integração vertical
domingo, 20 de novembro de 2011
Relação entre PIB e FBCF
O PIB-Produto Interno Bruto* representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa região dentro de um determinado período de tempo. É calculado sob três óticas: ótica da produção, da renda, da despesa. Sob a ótica da despesa o cálculo é da seguinte forma:
PIB = C + I + G + (X – M), onde:
C = Consumo das Famílias (consumo privado)
I = Investimento (soma da Formação Bruta de Capital Fixo mais a Variação de Estoques)
G = Consumo do Governo (consumo público)
X = Bens exportados
M = Bens Importados.
Vamos tratar da relação entre PIB e FBCF**, que significa o investimento em máquinas, equipamentos, material de construção, etc. Alguns fatores estimulam esse investimento, em especial: boas perspectivas da economia, redução da taxa de juros, incentivo governamental (como redução da tributação para compra de máquinas). Por outro lado, vemos que para que a economia de um país cresça a taxas mais elevadas é necessário que a FBCF tenha uma participação relativa crescente, mas é preciso observar que nos últimos anos o crescimento do Brasil foi decorrente não só do aumento da FBCF como, também, de um maior consumo das famílias, ou seja, existe uma relação de interdependência entre esses fatores.
Exemplos:
1) se o consumo das famílias aumenta os empresários vão ter interesse em aumentar a capacidade produtiva - oferta de bens e serviços -, elevando a FBCF, que, por outro lado, significa gerar mais emprego (logo, mais consumo), “tudo” isso levando a um aumento do PIB;
2) um aumento do PIB decorrente de uma elevação do consumo, gerando melhores perspectivas da economia, também incentiva mais investimento na capacidade produtiva (mais aumento da FBCF);
3) Se invertermos, agora, o nosso olhar, verificamos que uma maior FBCF permite atender a um aumento do consumo, na medida em que mais bens e serviços serão produzidos, e, em conseqüência, pode evitar a inflação de demanda** (aumento da demanda agregada em relação à oferta agregada).
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/01/pib-produto-interno-bruto.html
** http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5178040478652576462&postID=6708325133775173228
PIB = C + I + G + (X – M), onde:
C = Consumo das Famílias (consumo privado)
I = Investimento (soma da Formação Bruta de Capital Fixo mais a Variação de Estoques)
G = Consumo do Governo (consumo público)
X = Bens exportados
M = Bens Importados.
Vamos tratar da relação entre PIB e FBCF**, que significa o investimento em máquinas, equipamentos, material de construção, etc. Alguns fatores estimulam esse investimento, em especial: boas perspectivas da economia, redução da taxa de juros, incentivo governamental (como redução da tributação para compra de máquinas). Por outro lado, vemos que para que a economia de um país cresça a taxas mais elevadas é necessário que a FBCF tenha uma participação relativa crescente, mas é preciso observar que nos últimos anos o crescimento do Brasil foi decorrente não só do aumento da FBCF como, também, de um maior consumo das famílias, ou seja, existe uma relação de interdependência entre esses fatores.
Exemplos:
1) se o consumo das famílias aumenta os empresários vão ter interesse em aumentar a capacidade produtiva - oferta de bens e serviços -, elevando a FBCF, que, por outro lado, significa gerar mais emprego (logo, mais consumo), “tudo” isso levando a um aumento do PIB;
2) um aumento do PIB decorrente de uma elevação do consumo, gerando melhores perspectivas da economia, também incentiva mais investimento na capacidade produtiva (mais aumento da FBCF);
3) Se invertermos, agora, o nosso olhar, verificamos que uma maior FBCF permite atender a um aumento do consumo, na medida em que mais bens e serviços serão produzidos, e, em conseqüência, pode evitar a inflação de demanda** (aumento da demanda agregada em relação à oferta agregada).
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/01/pib-produto-interno-bruto.html
** http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5178040478652576462&postID=6708325133775173228
domingo, 13 de novembro de 2011
SATISFAÇÃO AOS LEITORES
Por diversas vezes tentei voltar ao blog mas sem sucesso, quando criei achava que seria possível colocar postagens todos os dias da semana, no entanto, conforme já expliquei, um blog de economia não é, "simplesmente", eu dar uma opinião (como seria, por exemplo, um blog sobre cinema), é preciso pesquisar para nada sair de errado. Acontece que tenho recebido msgs de alguns leitores, inclusive elogiando a clareza das informações. Então, principalmente em respeito a esses leitores (que, mesmo com o blog bem desatualizado, continuaram consultando), a partir do próximo domingo, 20, voltarei a colocar postagens. Como não terei condições de fazer diarimente me comprometo a, todo dia de domingo, escrever alguma coisa e, como é meu propósito, se tiverem dúvidas sobre economia me escrevam que responderei, também, nos dias de domingo. Saudações a todos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
VERTICALIZAÇÃO (ou INTEGRAÇÃO VERTICAL)
Jornal A Tarde de 02/06/2010, pág. B1: “AGRONEGÓCIOS. Bahia quer verticalizar a cadeia produtiva do milho, soja e algodão”:
“lançamento do projeto de verticalização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão, as três principais commodities agrícolas do oeste baiano,...’
“Na safra 2009/2010, as três culturas [produziram] 4.629.000 toneladas de soja e milho e 983.794 toneladas de fibra, que, em sua grande maioria, ainda são vendidas in natura.”
Jornal Folha de São Paulo de 27/06/2010, pág. B1: “MARFRIG QUER SEARA COMO MARCA GLOBAL. Depois de adquirir 40 empresas, grupo afirma que encerrou as compras e prioriza eficiência e novos mercados. Marfrig atinge objetivo ao completar cadeia da carne. Presente do abate até o produto final, grupo busca agora melhor a eficiência e a atender bem aos consumidores. O grupo Marfrig atingiu o seu principal objetivo: participar de todas as fases na produção de carnes. “Nossa estratégia sempre foi fazer produtos de valor agregado, estar presente em toda a cadeia produtiva – do abate até o produto final -...”
Essas duas matérias dizem respeito ao que é chamado de INTEGRAÇÃO VERTICAL. No caso do grupo MARFRIG, por exemplo, vejam que faz toda a “cadeira da carne”, toda a cadeia produtiva é feita pelo próprio grupo: “do abate até o produto final”. A empresa poderia, por exemplo, se dedicar só ao abate e passar as outras fases do processo produtivo para outras empresas, como muitas fazem, não é mesmo? Mas no caso de ficar com todas as etapas o grupo está agregando valor ao produto, podendo vendê-lo por um preço maior.
Vejamos o que diz Anita Kon, no livro Economia Industrial, capítulo 5.5 “A integração vertical ou terceirização como estratégia”: “”Esta integração [vertical] envolve um aumento no número de produtos intermediários produzidos pela firma para seu próprio uso. Assim, a diversificação pode ser voltada para a substituição de insumos comprados de outras empresas por produção própria, integrando-se “para trás” (...), ou para a distribuição e outros serviços “para a frente” (...) na cadeia de produção-distribuição-consumo. (...) Uma única empresa [ ou grupo empresarial] pode integrar atividades econômicas relacionadas a vários estágios sucessivos do processo total de produção, que se desenrola desde a produção da matéria-prima até a colocação do produto acabado nas mãos do consumidor final, (...)”.
Se não ficou claro sobre o que é INTEGRAÇÃO VERTICAL mande sua dúvida.Outro dia discorreremos sobre a INTEGRAÇÃO HORIZONTAL.
“lançamento do projeto de verticalização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão, as três principais commodities agrícolas do oeste baiano,...’
“Na safra 2009/2010, as três culturas [produziram] 4.629.000 toneladas de soja e milho e 983.794 toneladas de fibra, que, em sua grande maioria, ainda são vendidas in natura.”
Jornal Folha de São Paulo de 27/06/2010, pág. B1: “MARFRIG QUER SEARA COMO MARCA GLOBAL. Depois de adquirir 40 empresas, grupo afirma que encerrou as compras e prioriza eficiência e novos mercados. Marfrig atinge objetivo ao completar cadeia da carne. Presente do abate até o produto final, grupo busca agora melhor a eficiência e a atender bem aos consumidores. O grupo Marfrig atingiu o seu principal objetivo: participar de todas as fases na produção de carnes. “Nossa estratégia sempre foi fazer produtos de valor agregado, estar presente em toda a cadeia produtiva – do abate até o produto final -...”
Essas duas matérias dizem respeito ao que é chamado de INTEGRAÇÃO VERTICAL. No caso do grupo MARFRIG, por exemplo, vejam que faz toda a “cadeira da carne”, toda a cadeia produtiva é feita pelo próprio grupo: “do abate até o produto final”. A empresa poderia, por exemplo, se dedicar só ao abate e passar as outras fases do processo produtivo para outras empresas, como muitas fazem, não é mesmo? Mas no caso de ficar com todas as etapas o grupo está agregando valor ao produto, podendo vendê-lo por um preço maior.
Vejamos o que diz Anita Kon, no livro Economia Industrial, capítulo 5.5 “A integração vertical ou terceirização como estratégia”: “”Esta integração [vertical] envolve um aumento no número de produtos intermediários produzidos pela firma para seu próprio uso. Assim, a diversificação pode ser voltada para a substituição de insumos comprados de outras empresas por produção própria, integrando-se “para trás” (...), ou para a distribuição e outros serviços “para a frente” (...) na cadeia de produção-distribuição-consumo. (...) Uma única empresa [ ou grupo empresarial] pode integrar atividades econômicas relacionadas a vários estágios sucessivos do processo total de produção, que se desenrola desde a produção da matéria-prima até a colocação do produto acabado nas mãos do consumidor final, (...)”.
Se não ficou claro sobre o que é INTEGRAÇÃO VERTICAL mande sua dúvida.Outro dia discorreremos sobre a INTEGRAÇÃO HORIZONTAL.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
TELEMAR ou OI?
Depois de anos lecionando no ensino superior percebemos como alguns alunos vibram de felicidade quando pegam um professor cometendo algum erro, parece que é uma vitória chegar para o professor, e dizer (com aquela empáfia, claro): professor, o senhor está errado. Óbvio que erramos, ninguém é infalível, mas nos últimos meses, ou anos, tem acontecido algo, até, irônico. Toda vez que precisamos falar sobre Estruturas de Mercado (oligopólio, monopólio, etc), de maneira proposital eu cito a Telemar, e imediatamente alguém me interrompe, com a alegria estampada no rosto, e se "vinga" logo do "carrasco" do professor: "mas, professor, até o senhor, não é mais TELEMAR, é Oi a Empresa", e insistentemente fica a discorrer que a TELEMAR deixou de existir e agora é a Oi. Pois bem, depois de escutar todo o discurso "me corrigindo", pergunto ao aluno se ele acha que uma empresa do porte de uma Telemar iria mudar o nome para OI S/A. Que nome de Pessoa Jurídica mais sem sentido, mais ridículo. Tenho de chamar a atenção que OI é o nome de Fantasia, mas que a razão social continua sendo TELEMAR, basta verificar na conta telefônica. Tem até sites que tratam de Mercado de Capitais (ações) que chamam a empresa de Telemar/Oi, o que facilita o entendimento do leitor. Pois bem, então ficamos certos assim: a razão social da Empresa continua sendo TELEMAR, e OI é o nome de fantasia.
Marcadores:
ações,
Mercado de Capitais,
OI,
TELEMAR
domingo, 4 de abril de 2010
IPO (outra sopa de letras)
Tem saído uma série de matérias na imprensa sobre IPO de diversas empresas. É a PETROBRAS que vai fazer um IPO para capitalizar a empresa visando a exploração do pré-sal. É a TAM fazendo o IPO de uma empresa do seu grupo, a Multiplus.
No site do UOL Economia lemos, no dia 30.03:
"SÃO PAULO (Reuters) - A Ecorodovias, concessionária de estradas, precificou a ação em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) a 9,50 reais. O giro financeiro da operação totaliza 1,37 bilhão de reais, incluindo as novas ações e aquelas que estão sendo vendidas por sócios.
Os coordenadores da operação estimavam preço por ação entre 9 e 12 reais. Ainda que o valor tenha ficado perto do piso da faixa projetada, trata-se do primeiro IPO do Brasil em 2010 em que a oferta é colocada dentro do intervalo sugerido no prospecto preliminar.
Os quatro IPOs anteriores neste ano --Aliansce, Multiplus, BR Properties e OSX-- saíram com preço por ação inferior ao originalmente projetado".
IPO, sigla em inglês de Initial Public Offering (abertura de capital, ou seja, oferta inicial de ações), foi tratada em nossas postagens sobre Bolsa de Valores de janeiro do 2009, em especial na postagem de 22.01.
No site do UOL Economia lemos, no dia 30.03:
"SÃO PAULO (Reuters) - A Ecorodovias, concessionária de estradas, precificou a ação em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) a 9,50 reais. O giro financeiro da operação totaliza 1,37 bilhão de reais, incluindo as novas ações e aquelas que estão sendo vendidas por sócios.
Os coordenadores da operação estimavam preço por ação entre 9 e 12 reais. Ainda que o valor tenha ficado perto do piso da faixa projetada, trata-se do primeiro IPO do Brasil em 2010 em que a oferta é colocada dentro do intervalo sugerido no prospecto preliminar.
Os quatro IPOs anteriores neste ano --Aliansce, Multiplus, BR Properties e OSX-- saíram com preço por ação inferior ao originalmente projetado".
IPO, sigla em inglês de Initial Public Offering (abertura de capital, ou seja, oferta inicial de ações), foi tratada em nossas postagens sobre Bolsa de Valores de janeiro do 2009, em especial na postagem de 22.01.
Marcadores:
ações,
Bolsa de Valores,
Mercado de Capitais
terça-feira, 16 de março de 2010
Seminário O Pensamento de Darcy Ribeiro"
CONVITE
A Faculdade 2 de Julho, onde leciono desde 2001, está completando dez anos. Estamos ajudando a organizar um Evento em comemoração, é o Seminário "O Pensamento de Darcy Ribeiro", com entrada livre. Acontecerá nos dias 23 e 24.03. No dia 23 teremos na mesa (presidida pela Profa. Cássia Carneiro), o ex-governador Waldir Pires, o Prof. Joviniano Neto, e a Profa. Tecla Melo (Coordenadora Pedagógica da Faculdade). No dia 24 teremos na mesa (presidida pelo Prof. Derval Gramacho), a Profa. Maria Hilda Paraíso e o Prof. Sebastião Heber. As atividades começarão às 19h:00 e irão até umas 21h:30.
A Faculdade 2 de Julho está localizada na Avenida Leovigildo Filgueiras, n° 81, Garcia, 3114-4000.
A Faculdade 2 de Julho, onde leciono desde 2001, está completando dez anos. Estamos ajudando a organizar um Evento em comemoração, é o Seminário "O Pensamento de Darcy Ribeiro", com entrada livre. Acontecerá nos dias 23 e 24.03. No dia 23 teremos na mesa (presidida pela Profa. Cássia Carneiro), o ex-governador Waldir Pires, o Prof. Joviniano Neto, e a Profa. Tecla Melo (Coordenadora Pedagógica da Faculdade). No dia 24 teremos na mesa (presidida pelo Prof. Derval Gramacho), a Profa. Maria Hilda Paraíso e o Prof. Sebastião Heber. As atividades começarão às 19h:00 e irão até umas 21h:30.
A Faculdade 2 de Julho está localizada na Avenida Leovigildo Filgueiras, n° 81, Garcia, 3114-4000.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
CUSTO DO CAPITAL
Ao ler o capítulo 12 ("A redução do custo do capital"), de autoria de Gustavo Loyola(1), que integra o livro “BRASIL PÓS-CRISE. Agenda para a próxima década”, organizado por Fábio Giambiagi(2) e Octávio de Barros(3) (leitura que considero imprescindível), achei por bem tecer alguns comentários sobre o conceito de CAPITAL.
No linguajar comum a palavra “capital” remete a dinheiro, quando falamos que “fulano está descapitalizado” queremos dizer que está sem dinheiro, ou, mais popularmente, “está duro”. Pois bem, no “economês” o conceito de CAPITAL engloba as máquinas, os equipamentos (ferramentas), os prédios industriais, etc etc. Considerando a classificação tradicional esse CAPITAL é um dos fatores de produção, ao lado da TERRA e do TRABALHO (voltaremos a esse assunto em outra oportunidade).
A discussão de Loyola aborda que, no Brasil, o CUSTO DO CAPITAL ainda é bastante elevado, provocando um freio no crescimento econômico do país (“Como salientam Hausmann, Rodrik e Velasco, o limitador aos investimentos e ao crescimento no Brasil é a escassez de financiamento a custos e prazos razoáveis...”).
Explicando: como os empresários nem sempre dispõem de recursos financeiros próprios para investir no item CAPITAL, ou seja, adquirir máquinas, ou aumentar o tamanho de suas fábricas, etc etc, precisam recorrer ao sistema financeiro para levantar dinheiro emprestado, e como os juros cobrados ainda são bem altos (os motivos o autor discute no citado capítulo), isso acaba limitando, restringindo, o investimento no CAPITAL, pelo receio que o Empresário tem de recorrer a financiamento bancário, então o grande penalizado disso tudo é o próprio país pois tem um menor crescimento econômico (exemplo: se os juros fossem menor possibilitando que o empresário se endividasse no banco para aumentar o tamanho de sua fábrica, ele estaria gerando mais emprego, comprando mais matéria-prima, pagando mais impostos para o governo, etc etc).
(1) Doutor em economia pela Fundação Getúlio Vargas; ex-presidente do Banco Central do Brasil (BCB);
(2) Mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); chefe do Departamento de Risco de Mercado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);Doutor em Economia pela Universidade de Paris X; membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Banco BRADESCO.
No linguajar comum a palavra “capital” remete a dinheiro, quando falamos que “fulano está descapitalizado” queremos dizer que está sem dinheiro, ou, mais popularmente, “está duro”. Pois bem, no “economês” o conceito de CAPITAL engloba as máquinas, os equipamentos (ferramentas), os prédios industriais, etc etc. Considerando a classificação tradicional esse CAPITAL é um dos fatores de produção, ao lado da TERRA e do TRABALHO (voltaremos a esse assunto em outra oportunidade).
A discussão de Loyola aborda que, no Brasil, o CUSTO DO CAPITAL ainda é bastante elevado, provocando um freio no crescimento econômico do país (“Como salientam Hausmann, Rodrik e Velasco, o limitador aos investimentos e ao crescimento no Brasil é a escassez de financiamento a custos e prazos razoáveis...”).
Explicando: como os empresários nem sempre dispõem de recursos financeiros próprios para investir no item CAPITAL, ou seja, adquirir máquinas, ou aumentar o tamanho de suas fábricas, etc etc, precisam recorrer ao sistema financeiro para levantar dinheiro emprestado, e como os juros cobrados ainda são bem altos (os motivos o autor discute no citado capítulo), isso acaba limitando, restringindo, o investimento no CAPITAL, pelo receio que o Empresário tem de recorrer a financiamento bancário, então o grande penalizado disso tudo é o próprio país pois tem um menor crescimento econômico (exemplo: se os juros fossem menor possibilitando que o empresário se endividasse no banco para aumentar o tamanho de sua fábrica, ele estaria gerando mais emprego, comprando mais matéria-prima, pagando mais impostos para o governo, etc etc).
(1) Doutor em economia pela Fundação Getúlio Vargas; ex-presidente do Banco Central do Brasil (BCB);
(2) Mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); chefe do Departamento de Risco de Mercado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);Doutor em Economia pela Universidade de Paris X; membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Banco BRADESCO.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
PLANO DE SAÚDE PRIVADO: mais procedimentos
A partir de 07 de junho todos os associados de planos de saúde privados passam a ter direitos a mais procedimentos médicos e odontológicos. A ANS-Agência Nacional de Saúde Suplementar*, periodicamente, estabelece o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, onde consta a COBERTURA MÍNIMA OBRIGATÓRIA que deve ser dada pelos Planos de Saúde Privados. O ROL 2010 (objeto da Resolução Normativa 211/2010) introduziu, entre os procedimentos já existentes, mais 70 novos procedimentos, a exemplo de:
- diversas cirurgias torácicas realizada por vídeo
- biópsia de tumor do mediastino por vídeo
- drenagem do pericárdio por vídeo
- teste do reflexo vermelho em recém nato (teste do olhinho)
- teste rápido para detecção de HIV em gestante
O novo ROL também aumenta as consultas com determinadas especialidades médicas, como:
- fonoaudiólogo:
QUANTIDADE ATUAL 6 consultas, A PARTIR DE 07.06.10, 24
- psicólogo:
QUANTIDADE ATUAL 12 consultas, A PARTIR DE 07.06.10, 40
O ROL atual é de 2008, e o que entrará em vigor no próximo mês de junho (dia 07) será revisto em 2012. Destaque: a presente alteração só é válida para os Planos de Saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, data em que entrou em vigor a Lei 9656/1998 (são os chamados “planos novos”). O ROL 2010 é resultado do trabalho de um Grupo Técnico criado especificamente para discutir os novos procedimentos e, também, de Consulta Pública efetuada no período de 08.09 e 30.10.09. Essa consulta recebeu um total de 8039 contribuições, sendo praticamente a metade oriunda dos consumidores.
NOSSO BOLSO: a ANS acompanhará o impacto financeiro que a inclusão desses 70 procedimentos provocará no caixa das Operadoras dos Planos de Saúde, e o reajuste desses Planos, no ano de 2011, levará em conta os custos provocados pelo novo ROL.
*A ANS, agência reguladora do setor de saúde complementar, é vinculada ao Ministério da Saúde e foi criada pela Lei 9.961, de 28.01.2000.
Mais informações: www.ans.gov.br
- diversas cirurgias torácicas realizada por vídeo
- biópsia de tumor do mediastino por vídeo
- drenagem do pericárdio por vídeo
- teste do reflexo vermelho em recém nato (teste do olhinho)
- teste rápido para detecção de HIV em gestante
O novo ROL também aumenta as consultas com determinadas especialidades médicas, como:
- fonoaudiólogo:
QUANTIDADE ATUAL 6 consultas, A PARTIR DE 07.06.10, 24
- psicólogo:
QUANTIDADE ATUAL 12 consultas, A PARTIR DE 07.06.10, 40
O ROL atual é de 2008, e o que entrará em vigor no próximo mês de junho (dia 07) será revisto em 2012. Destaque: a presente alteração só é válida para os Planos de Saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, data em que entrou em vigor a Lei 9656/1998 (são os chamados “planos novos”). O ROL 2010 é resultado do trabalho de um Grupo Técnico criado especificamente para discutir os novos procedimentos e, também, de Consulta Pública efetuada no período de 08.09 e 30.10.09. Essa consulta recebeu um total de 8039 contribuições, sendo praticamente a metade oriunda dos consumidores.
NOSSO BOLSO: a ANS acompanhará o impacto financeiro que a inclusão desses 70 procedimentos provocará no caixa das Operadoras dos Planos de Saúde, e o reajuste desses Planos, no ano de 2011, levará em conta os custos provocados pelo novo ROL.
*A ANS, agência reguladora do setor de saúde complementar, é vinculada ao Ministério da Saúde e foi criada pela Lei 9.961, de 28.01.2000.
Mais informações: www.ans.gov.br
domingo, 3 de janeiro de 2010
ALÍQUOTAS DE CONTRIBUIÇÃO DO INSS
Tomei um susto quando vi, no jornal A Tarde do dia 1º, uma matéria da Agência Brasil intitulada NOVAS ALÍQUOTAS DE CONTRIBUIÇÃO AO INSS. Qual o motivo do susto? Mudar as alíquotas de contribuição é algo que afeta praticamente todos os brasileiros, causa impacto e, como sempre essa mudança é “para mais”, causa revolta e críticas na sociedade. Como nada li, ou ouvi, sobre o governo querer mudar as “alíquotas”, estranhei. O que houve, na realidade, em face do aumento do salário-mínimo, foi uma mudança na tabela de contribuição, as alíquotas de 8%, 9% e 11% permanecem:
1. na tabela que vigorou até 31.12.09 contribuía com 8% quem ganhava até R$965,67, com 9% quem ganhava entre R$965,68 e R$1.609,45, e com 11% quem ganhava entre R$1.09,46 e R$3.218,90;
2. na tabela que passou a vigorar a partir de 1º último contribui com 8% quem ganha até R$1.024,97, com 9% quem ganha entre R$1.024,98 e R$1.708,27, e com 11% quem ganha entre R$1.108,28 e R$3.416,54.
EM TEMPO: para sermos justos com Chistina Machado, a autora da matéria, o próprio site da Previdência registra “Portaria publicada...estabelece as alíquotas de contribuição do INSS...”, dando a entender que são novas alíquotas quando, na realidade, como vocês viram, mudam as faixas salariais, ou, melhor, as faixas do salário-de-contribuição, mas as alíquotas continuam as mesmas (8%, 9% e 11%).
DICA: no Direito Tributário alíquota é o percentual a ser aplicado sobre uma determinada base de cálculo.
1. na tabela que vigorou até 31.12.09 contribuía com 8% quem ganhava até R$965,67, com 9% quem ganhava entre R$965,68 e R$1.609,45, e com 11% quem ganhava entre R$1.09,46 e R$3.218,90;
2. na tabela que passou a vigorar a partir de 1º último contribui com 8% quem ganha até R$1.024,97, com 9% quem ganha entre R$1.024,98 e R$1.708,27, e com 11% quem ganha entre R$1.108,28 e R$3.416,54.
EM TEMPO: para sermos justos com Chistina Machado, a autora da matéria, o próprio site da Previdência registra “Portaria publicada...estabelece as alíquotas de contribuição do INSS...”, dando a entender que são novas alíquotas quando, na realidade, como vocês viram, mudam as faixas salariais, ou, melhor, as faixas do salário-de-contribuição, mas as alíquotas continuam as mesmas (8%, 9% e 11%).
DICA: no Direito Tributário alíquota é o percentual a ser aplicado sobre uma determinada base de cálculo.
Marcadores:
alíquotas,
contribuição previdenciária,
INSS
RETORNO AO BLOG
Leitor(a), peço desculpas por ter interrompido a publicação das postagens, mas realmente estava sem conseguir um horário disponível, e como nossa idéia inicial era postar algo diariamente, ficou inviável. Diferentemente de alguns outros blogs, onde o responsável pode colocar, apenas, sua opinião (sem nenhum demérito), um blog de economia que, além de ser opinativo, pretende esclarecer notícias de economia, tirar dúvidas do “economês”, exige muitas vezes a realização de pesquisas para a informação não ficar truncada, exigindo mais tempo disponível. Além disso, leitor(a), e apesar do bom número de visitas ao blog (e registro aqui meus agradecimentos), esperava (aliás, espero), que você envie sugestões de pauta, ou, melhor dizendo, mande suas dúvidas para eu tentar esclarecer, espero que o blog tenha uma maior interação, para não ficar uma coisa muito unilateral, eu, sozinho, ter de escolher os temas a tratar. Espero que você mande suas dúvidas sobre economia, principalmente sobre o publicado na mídia, certo? De qualquer maneira, mesmo ainda com pouco tempo disponível, estamos voltando ao blog, especialmente em face de dois motivos: 1. respeito aos meus leitores que continuaram acessando mesmo eu tendo interrompido as postagens (quando interrompi as postagens tínhamos cerca de 3.800 visitas, atualmente temos mais de 5.000 visitas); 2. corrigir (ou tornar mais clara), uma série de informações publicadas no jornalismo econômico.
Então, vamos retomar mais essa jornada.
Então, vamos retomar mais essa jornada.
Marcadores:
Retorno ao blog. Jornalismo econômico
terça-feira, 25 de agosto de 2009
E SE O ELEVADOR DESPENCAR?
UMA COISA QUE ME DEIXA NTRIGADO HÁ MUITOS ANOS, SOU LEIGO NO ASSUNTO MAS QUERO COLOCAR UMA PREOCUPAÇÃO MINHA: desde jovem que vejo que os elevadores dos edifícios têm, como peso máximo, o correspondente a 70kg (em média) por pessoa; geralmente vemos lá no interior do elevador: “máximo de 6 pessoas ou 420 kg”, ou “máximo de 8 pessoas ou 560 kg”, e por aí vai, então percebe-se que as fabricantes dos elevadores tomam por base a média de 70kg; acontece que tem muitos e muitos anos que observo isso, e, como sabemos, o peso médio do brasileiro tem aumentado. Coincidência: num determinado dia da semana passada, ao usar um elevador, tal questão voltou à minha cabeça e, por coincidência, no dia seguinte vi nos jornais que um elevador do Centro de Convenções teve um problema, ficou parado cerca de 40 minutos; consta na matéria que não havia excesso de passageiros mas, sim, que “os passageiros eram gordinhos”. Aí vem minha curiosidade (lembro, sou totalmente leigo no assunto), é correto que os elevadores continuem considerando que o brasileiro pesa, em média, 70 kg? Com a palavra os fabricantes.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
A CRISE ECONÔMICA ESTÁ “INDO EMBORA”, MAS UM DIA ELA VOLTA (1)
AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS MOSTRAM QUE A CRISE ECONÔMICA, QUE TEVE INÍCIO NO MERCADO HIPOTECÁRIO DOS ESTADOS UNIDOS, ESTÁ “INDO EMBORA”, MAS CLARO QUE AINDA DEMORARÁ MUITO PARA VOLTARMOS AO PERÍODO A.C. (ESPERO QUE OS RELIGIOSOS NÃO SE OFENDAM, MAS PRECISAMOS DIVIDIR AS ÉPOCAS EM A.C. – ANTES DA CRISE -, E D.C. – DEPOIS DA CRISE -; NENHUMA RELAÇÃO COM ANTES DE CRISTO E DEPOIS DE CRISTO). ENTÃO, SAIR DA CRISE NÃO SIGNIFICA UM IMEDIATO RETORNO AO CRESCIMENTO ECONÔMICO DE ANTES, POIS SERÁ UM LENTO, E ÀS VEZES AINDA DOLOROSO, RETORNO. NÃO FOI A “MAROLINHA” QUE O LULA FALOU, MAS FICOU LONGE DE SER O TSUNAMI QUE ALGUNS ESPERAVAM (E TORCIAM PARA QUE ACONTECESSE).
- MAIOR GERAÇÃO DE EMPREGO NO BRASIL
- MAIOR GERAÇÃO DE EMPREGO NA BAHIA
- MELHORIA NO ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR NORTE-AMERICANO
ETC ETC ETC.
AGORA, EM CENA O IVAN “NOSTRADAMUS” GARGUR: NÃO SABEMOS QUANDO, NEM POR ONDE COMEÇARÁ, MAS NOVAS CRISES ECONÔMICAS TEREMOS, OU DAQUI A 5 ANOS, OU 10 OU 15, NINGUÉM SABE, MAS QUE VOLTARÁ NÃO TEMOS DÚVIDA. POR ENQUANTO O DISCURSO É MAIOR INTERVENÇÃO DO ESTADO, MAIOR REGULAMENTAÇÃO, MAS, FUTURAMENTE, “TUDO ESQUECIDO”, A USURA E GANÂNCIA PREVALECERÃO E RETORNA O CULTO AO LIBERALISMO, RETORNA A “AVERSÃO” AO ESTADO (QUE SÓ SERVE NA HORA DE BOTAR O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE PARA COBRIR AS PERDAS).
RETORNAREMOS A ESSE TEMA EM OUTRO MOMENTO.
- MAIOR GERAÇÃO DE EMPREGO NO BRASIL
- MAIOR GERAÇÃO DE EMPREGO NA BAHIA
- MELHORIA NO ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR NORTE-AMERICANO
ETC ETC ETC.
AGORA, EM CENA O IVAN “NOSTRADAMUS” GARGUR: NÃO SABEMOS QUANDO, NEM POR ONDE COMEÇARÁ, MAS NOVAS CRISES ECONÔMICAS TEREMOS, OU DAQUI A 5 ANOS, OU 10 OU 15, NINGUÉM SABE, MAS QUE VOLTARÁ NÃO TEMOS DÚVIDA. POR ENQUANTO O DISCURSO É MAIOR INTERVENÇÃO DO ESTADO, MAIOR REGULAMENTAÇÃO, MAS, FUTURAMENTE, “TUDO ESQUECIDO”, A USURA E GANÂNCIA PREVALECERÃO E RETORNA O CULTO AO LIBERALISMO, RETORNA A “AVERSÃO” AO ESTADO (QUE SÓ SERVE NA HORA DE BOTAR O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE PARA COBRIR AS PERDAS).
RETORNAREMOS A ESSE TEMA EM OUTRO MOMENTO.
Assinar:
Postagens (Atom)