A reunião do COPOM-Conselho de Política Monetária, que vai fixar a nova taxa SELIC (taxa básica de juros), vai acontecer amanhã e depois, 20 e 21. Eu ia dizer que o país todo - à exceção do sistema financeiro - clama por uma redução da taxa (os últimos números de redução da atividade econômica na indústria brasileira são preocupantes), mas até Márcio Cypriano, presidente do bradesco, pediu a Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, a redução da taxa SELIC. Se o COPOM tivesse ousadia e coragem reduziria a taxa dos atuais 13,75% a. a. para 12,75 a. a., mas como essa não é a característica do COPOM acreditamos que, na melhor das hipóteses, a redução será para 13,25%.
Como o COPOM, ao fixar a SELIC, olha a trajetória da inflação, quem tiver interesse pode assistir um vídeo com a entrevista coletiva de divulgação do Relatório de Inflação elaborado pelo Banco Central, ocorrida em 22.12.08 (apresentação: Diretor Mário Mesquita).
Basta acessar:
http://www.bcb.gov.br/pec/relinf/apres-20081222/player_frame.html
Para fins didáticos quero informar que logo no início da entrevista é feita referência ao índice CRB:
Índice CRB: aponta a evolução de preços das commodities mais negociadas no mercado internacional, como café, petróleo, ouro, algodão, etc.
Commodities: "(significa mercadoria em inglês) pode ser definido como mercadorias, principalmente minérios e gêneros agrícolas, que são produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial. As commodities são negociadas em bolsas de mercadorias, portanto seus preços são definidos em nível global, pelo mercado internacional.
As commodities são produzidas por diferentes produtores e possuem características uniformes. Geralmente, são produtos que podem ser estocados por um determinado período de tempo sem que haja perda de qualidade. As commodities também se caracterizam por não ter passado por processo industrial, ou seja, são geralmente matérias-primas.
O Brasil é um grande produtor e exportador de commodities. As principais commodities produzidas e exportadas por nosso país são: petróleo, café, suco de laranja, minério de ferro, soja e alumínio. Se por um lado o país se beneficia do comércio destas mercadorias, por outro o torna dependente dos preços estabelecidos internacionalmente. Quando há alta demanda internacional, os preços sobem e as empresas produtoras lucram muito. Porém, num quadro de recessão mundial, as commodities se desvalorizam, prejudicando os lucros das empresas e o valor de suas ações negociadas em bolsa de valores” (disponível em: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/commodities.htm ).
Para ler sobre o COPOM e sobre a TAXA SELIC:
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/copom.html
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
DPMFi (que sopas de letras, hein?)
Uma das formas do governo captar recursos é vender Título Público, que é, entre muitas outras, uma alternativa para as pessoas investirem seu dinheiro. A venda de Título Público é um dos instrumentos de Política Monetária. Quando se fala em “dívida mobiliária do governo” ou “dívida pública interna” (DPMFi – Dívida Pública Mobiliária Federal interna) está se referindo, justamente, ao montante de Títulos Públicos que foi vendido ao público. Vamos supor, leitor(a), que ontem o governo emitiu títulos públicos e você os comprou, significa que ontem aumentou a dívida interna do governo e você, de posse desses títulos, passou a ser credor do governo. É você “emprestando” dinheiro para o governo e a garantia de recebimento é o título. No título consta a data do resgate (data em que você recebe seu dinheiro de volta e o título “volta” para o governo), e como seu dinheiro será corrigido. Esses títulos são emitidos pelo Banco Central ou pelo Tesouro Nacional (Ministério da Fazenda), mas nos últimos anos o Banco Central não tem feito emissões. Hoje, com R$100,00 (cem reais), já é possível, pela internet, adquirir esses títulos (basta acessar o site do Tesouro Direto abaixo indicado).
EXEMPLOS DE TÍTULOS PÚBLICOS:
LTN – Letra do Tesouro Nacional
NTN-F: Nota do Tesouro Nacional – Série F
NTN-F: Nota do Tesouro Nacional – Série C
LFT: Letra Financeira do Tesouro.
Existem três modalidades de venda desses títulos:
a) oferta pública com a realização de leilão;
b) oferta pública mas sem a realização de leilão (via Tesouro Direto: v. acima); e
c) emissões diretas para atender a necessidades específicas determinadas em lei (vou dar um exemplo do que vem a ser isso: no site do Banco Central consta que a emissão e venda do título público “NTN P – Nota do Tesouro Nacional Série P” teve como finalidade específica “o repasse de recursos oriundos das privatizações às empresas estatais, detentoras do capital da empresa privatizada”).
As mais recentes informações disponíveis são referentes ao mês de outubro 2008:
1. As emissões de títulos públicos federais internos alcançaram R$ 15,4 bilhões, assim distribuídos:
R$ 11,2 bilhões (72,55%) em títulos com remuneração prefixada (no título já constava a forma de correção do valor; não importa se você comprou um título para vencer, vamos supor, em 2045, a correção já está prefixada);
R$ 2,9 bilhões (18,67%) em títulos indexados à taxa SELIC - v. http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html (o que o investidor vai receber na data do vencimento do título vai depender da variação da taxa SELIC; se você comprou um título em novembro/2008, por exemplo, com vencimento para dezembro/2011, sua remuneração vai depender da variação da taxa SELIC nesse período);
R$ 1,1 bilhão (7,30%) em títulos remunerados por índices de preços (vamos supor que no título consta que a remuneração será pelo IGP-M*, o que o investidor vai receber na data do vencimento do título vai depender da variação do IGP-M; considerando o exemplo da taxa SELIC acima sua remuneração vai depender da variação do IGP-M entre novembro/2008 e dezembro;2011);
R$ 188,0 milhões (1,22%) em títulos indexados à TR** (o que o investidor vai receber na data do vencimento do título vai depender da variação da TR, mesmo raciocínio dos dois exemplos anteriores).
OBS.: nessa emissão o menor prazo de vencimento foi abril 2009 (para alguns títulos),
enquanto o prazo mais longo foi o ano de 2045 (para outros tipos de títulos).
2. Já o total de resgates de títulos da DPMFi em outubro foi de R$ 28,4 bilhões
OBS.: isso significa que no mês de outubro, considerando APENAS o resgate (R$28,4 bi) e as emissões (R$15,4 bi) a Dívida Pública Mobiliária Federal interna reduziu em R$13 bilhões (R$28,4 MENOS R$15,4).
3. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna em outubro era de R$1.226,27 (um trilhão, duzentos e vinte e seis bilhões), assim composta (em bilhões):
PREFIXADOS (no título já consta como o valor será corrigido): R$386,31(31,50%)
ÍNDICE DE PREÇOS (a remuneração vai depender da variação
do índice de preços que consta no título, é o exemplo que dei
acima com o IGP-M) R$364,81(29,75%)
SELIC (a remuneração vai depender da variação da taxa SELIC) R$444,70(36,26%)
CÂMBIO (a remuneração vai depender da variação da moeda
estrangeira que consta no título, pode ser o dólar, por exemplo) R$ 12,10( 0,99%)
TR (a remuneração vai depender da variação da TR) R$ 18,35( 1,50%)
T O T A L R$1.226,27(100,00%)
4. Composição da DPMFi quanto ao prazo de vencimento dos títulos:
Até 12 meses 26,38%
De 1 a 2 anos 26,02%
De 2 a 3 anos 10,30%
De 3 a 4 anos 11,86%
De 4 a 5 anos 5,75%
Acima de 5 anos 19,69%
T O T A L 100,00%
ATENÇÃO: o comprador do título público não precisa esperar a data do vencimento do título para "devolver" o título ao Tesouro Nacional e receber seu dinheiro, existe a possibilidade de vendê-lo antecipadamente ao próprio Tesouro Nacional (semanalmente o Tesouro faz as "recompras"), ou vender no mercado secundário (outros investidores).
Quem saber mais? Acesse:
http://www.bcb.gov.br/htms/Infecon/FinPub/cap6p.pdf
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/
*IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado, é um dos índices de preços (mede a inflação); é calculado pela Fundação Getúlio Vargas; é utilizado, por exemplo, em contrato de aluguel de imóvel
**TR: Taxa Referencial; é uma taxa de juros que é a média dos juros aplicados pelas 30 maiores instituições financeiras, depois que é tirada essa média é aplicado um redutor; é utilizada, por exemplo, para corrigir o dinheiro depositado na Caderneta de Poupança (em futuras postagens trataremos, com mais detalhes, do IGP-M e da TR).
EXEMPLOS DE TÍTULOS PÚBLICOS:
LTN – Letra do Tesouro Nacional
NTN-F: Nota do Tesouro Nacional – Série F
NTN-F: Nota do Tesouro Nacional – Série C
LFT: Letra Financeira do Tesouro.
Existem três modalidades de venda desses títulos:
a) oferta pública com a realização de leilão;
b) oferta pública mas sem a realização de leilão (via Tesouro Direto: v. acima); e
c) emissões diretas para atender a necessidades específicas determinadas em lei (vou dar um exemplo do que vem a ser isso: no site do Banco Central consta que a emissão e venda do título público “NTN P – Nota do Tesouro Nacional Série P” teve como finalidade específica “o repasse de recursos oriundos das privatizações às empresas estatais, detentoras do capital da empresa privatizada”).
As mais recentes informações disponíveis são referentes ao mês de outubro 2008:
1. As emissões de títulos públicos federais internos alcançaram R$ 15,4 bilhões, assim distribuídos:
R$ 11,2 bilhões (72,55%) em títulos com remuneração prefixada (no título já constava a forma de correção do valor; não importa se você comprou um título para vencer, vamos supor, em 2045, a correção já está prefixada);
R$ 2,9 bilhões (18,67%) em títulos indexados à taxa SELIC - v. http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html (o que o investidor vai receber na data do vencimento do título vai depender da variação da taxa SELIC; se você comprou um título em novembro/2008, por exemplo, com vencimento para dezembro/2011, sua remuneração vai depender da variação da taxa SELIC nesse período);
R$ 1,1 bilhão (7,30%) em títulos remunerados por índices de preços (vamos supor que no título consta que a remuneração será pelo IGP-M*, o que o investidor vai receber na data do vencimento do título vai depender da variação do IGP-M; considerando o exemplo da taxa SELIC acima sua remuneração vai depender da variação do IGP-M entre novembro/2008 e dezembro;2011);
R$ 188,0 milhões (1,22%) em títulos indexados à TR** (o que o investidor vai receber na data do vencimento do título vai depender da variação da TR, mesmo raciocínio dos dois exemplos anteriores).
OBS.: nessa emissão o menor prazo de vencimento foi abril 2009 (para alguns títulos),
enquanto o prazo mais longo foi o ano de 2045 (para outros tipos de títulos).
2. Já o total de resgates de títulos da DPMFi em outubro foi de R$ 28,4 bilhões
OBS.: isso significa que no mês de outubro, considerando APENAS o resgate (R$28,4 bi) e as emissões (R$15,4 bi) a Dívida Pública Mobiliária Federal interna reduziu em R$13 bilhões (R$28,4 MENOS R$15,4).
3. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna em outubro era de R$1.226,27 (um trilhão, duzentos e vinte e seis bilhões), assim composta (em bilhões):
PREFIXADOS (no título já consta como o valor será corrigido): R$386,31(31,50%)
ÍNDICE DE PREÇOS (a remuneração vai depender da variação
do índice de preços que consta no título, é o exemplo que dei
acima com o IGP-M) R$364,81(29,75%)
SELIC (a remuneração vai depender da variação da taxa SELIC) R$444,70(36,26%)
CÂMBIO (a remuneração vai depender da variação da moeda
estrangeira que consta no título, pode ser o dólar, por exemplo) R$ 12,10( 0,99%)
TR (a remuneração vai depender da variação da TR) R$ 18,35( 1,50%)
T O T A L R$1.226,27(100,00%)
4. Composição da DPMFi quanto ao prazo de vencimento dos títulos:
Até 12 meses 26,38%
De 1 a 2 anos 26,02%
De 2 a 3 anos 10,30%
De 3 a 4 anos 11,86%
De 4 a 5 anos 5,75%
Acima de 5 anos 19,69%
T O T A L 100,00%
ATENÇÃO: o comprador do título público não precisa esperar a data do vencimento do título para "devolver" o título ao Tesouro Nacional e receber seu dinheiro, existe a possibilidade de vendê-lo antecipadamente ao próprio Tesouro Nacional (semanalmente o Tesouro faz as "recompras"), ou vender no mercado secundário (outros investidores).
Quem saber mais? Acesse:
http://www.bcb.gov.br/htms/Infecon/FinPub/cap6p.pdf
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/
*IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado, é um dos índices de preços (mede a inflação); é calculado pela Fundação Getúlio Vargas; é utilizado, por exemplo, em contrato de aluguel de imóvel
**TR: Taxa Referencial; é uma taxa de juros que é a média dos juros aplicados pelas 30 maiores instituições financeiras, depois que é tirada essa média é aplicado um redutor; é utilizada, por exemplo, para corrigir o dinheiro depositado na Caderneta de Poupança (em futuras postagens trataremos, com mais detalhes, do IGP-M e da TR).
sábado, 13 de dezembro de 2008
SELIC e TAXA SELIC
SEÇÃO “DESCOMPLICANDO A ECONOMIA” – No SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) são registradas as negociações com títulos públicos federais* (aqueles emitidos pelo Tesouro Nacional – Ministério da Fazenda – e pelo Banco Central). O SELIC também faz a custódia desses títulos.
A TAXA SELIC, conforme vimos na postagem de 11.12, é fixada pelo COPOM (Conselho de Política Monetária). O que destaco com meus alunos em sala de aula é a necessidade de se entender a TAXA SELIC como a taxa básica (a referência) para todo o sistema financeiro. Lembrem que na reunião desta semana o COPOM decidiu manter a TAXA SELIC em 13,75% ao ano. Quando o COPOM aumenta a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro (financiamento, empréstimo, cartão de crédito, cheque especial, etc etc) aumentem, ou seja, o crédito fica mais caro. Então, claro, o COPOM reduzindo a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro diminuam (o crédito fica mais barato). Sendo assim, a TAXA SELIC é um instrumento de política monetária*: quando a inflação começa a subir o COPOM aumenta a TAXA SELIC para desestimular a demanda (procura) fazendo com que os empresários “segurem” o preço dos produtos. Mas é claro que é uma política que, ao reduzir a demanda, está freando o crescimento do país, logo, não gera emprego. O oposto: com inflação menor o COPOM pode reduzir a TAXA SELIC, a expectativa é que o consumidor compre mais (pois espera-se uma redução nas taxas do cheque especial, cartão de crédito, etc), logo teremos uma maior geração de emprego pois as empresas vão produzir mais.
Outra função da TAXA SELIC: quando uma pessoa parcela um débito que tem com algum órgão federal (Receita federal, ou outro), os valores são corrigidos, mensalmente, pela TAXA SELIC (exemplo: quem declarou Imposto de Renda no mês de abril e teve um imposto a pagar para a Receita, e resolveu parcelar esse pagamento, as parcelas mensais serão corrigidas pela TAXA SELIC). O contrário: a TAXA SELIC também corrige a devolução do Imposto de Renda, agora mesmo saiu o 7° lote do Imposto de Renda (lembre que a declaração foi em abril), o valor que a Receita Federal está restituindo para o contribuinte também é corrigido pela TAXA SELIC.
TAXA SELIC e o capital especulativo: com uma maior TAXA SELIC os rendimentos das aplicações financeiras também sobem, então o capital estrangeiro especulativo* (capital de curto prazo, ou “capital motel” como denominou o economista Carlos Lessa) entra com mais facilidade no país, mas é um capital que, da mesma forma que foi trazido com facilidade para aproveitar as altas taxas de juros também pode, a qualquer momento, ser retirado do país causando instabilidade. PAROU AQUI? NÃO. E A QUESTÃO CAMBIAL? Como é um tema (entre muitos outros em economia) controverso veremos, também em outra oportunidade, se a TAXA SELIC influencia o câmbio.
* Em outro momento falaremos com detalhes sobre:
1. títulos públicos federais
2. política monetária
3. capital estrangeiro especulativo
4. capital estrangeiro produtivo
5. câmbio
P.S.:
- meu paciente leitor, essa é a dificuldade (e o gostoso) na Economia, uma “coisa” vai puxando “outra” e por aí adiante, vejam que fui tentar explicar a TAXA SELIC e “fui levado”, no mínimo, para títulos públicos federais, política monetária, câmbio, etc etc. Em outra oportunidade falaremos sobre isso;
- MESMO QUE TENHA FICADO UM POUCO CONFUSO, OU COM MUITOS DETALHES, ACREDITO QUE FICOU CLARA A IMPORTÂNCIA DA TAXA SELIC PARA A ECONOMIA.
A TAXA SELIC, conforme vimos na postagem de 11.12, é fixada pelo COPOM (Conselho de Política Monetária). O que destaco com meus alunos em sala de aula é a necessidade de se entender a TAXA SELIC como a taxa básica (a referência) para todo o sistema financeiro. Lembrem que na reunião desta semana o COPOM decidiu manter a TAXA SELIC em 13,75% ao ano. Quando o COPOM aumenta a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro (financiamento, empréstimo, cartão de crédito, cheque especial, etc etc) aumentem, ou seja, o crédito fica mais caro. Então, claro, o COPOM reduzindo a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro diminuam (o crédito fica mais barato). Sendo assim, a TAXA SELIC é um instrumento de política monetária*: quando a inflação começa a subir o COPOM aumenta a TAXA SELIC para desestimular a demanda (procura) fazendo com que os empresários “segurem” o preço dos produtos. Mas é claro que é uma política que, ao reduzir a demanda, está freando o crescimento do país, logo, não gera emprego. O oposto: com inflação menor o COPOM pode reduzir a TAXA SELIC, a expectativa é que o consumidor compre mais (pois espera-se uma redução nas taxas do cheque especial, cartão de crédito, etc), logo teremos uma maior geração de emprego pois as empresas vão produzir mais.
Outra função da TAXA SELIC: quando uma pessoa parcela um débito que tem com algum órgão federal (Receita federal, ou outro), os valores são corrigidos, mensalmente, pela TAXA SELIC (exemplo: quem declarou Imposto de Renda no mês de abril e teve um imposto a pagar para a Receita, e resolveu parcelar esse pagamento, as parcelas mensais serão corrigidas pela TAXA SELIC). O contrário: a TAXA SELIC também corrige a devolução do Imposto de Renda, agora mesmo saiu o 7° lote do Imposto de Renda (lembre que a declaração foi em abril), o valor que a Receita Federal está restituindo para o contribuinte também é corrigido pela TAXA SELIC.
TAXA SELIC e o capital especulativo: com uma maior TAXA SELIC os rendimentos das aplicações financeiras também sobem, então o capital estrangeiro especulativo* (capital de curto prazo, ou “capital motel” como denominou o economista Carlos Lessa) entra com mais facilidade no país, mas é um capital que, da mesma forma que foi trazido com facilidade para aproveitar as altas taxas de juros também pode, a qualquer momento, ser retirado do país causando instabilidade. PAROU AQUI? NÃO. E A QUESTÃO CAMBIAL? Como é um tema (entre muitos outros em economia) controverso veremos, também em outra oportunidade, se a TAXA SELIC influencia o câmbio.
* Em outro momento falaremos com detalhes sobre:
1. títulos públicos federais
2. política monetária
3. capital estrangeiro especulativo
4. capital estrangeiro produtivo
5. câmbio
P.S.:
- meu paciente leitor, essa é a dificuldade (e o gostoso) na Economia, uma “coisa” vai puxando “outra” e por aí adiante, vejam que fui tentar explicar a TAXA SELIC e “fui levado”, no mínimo, para títulos públicos federais, política monetária, câmbio, etc etc. Em outra oportunidade falaremos sobre isso;
- MESMO QUE TENHA FICADO UM POUCO CONFUSO, OU COM MUITOS DETALHES, ACREDITO QUE FICOU CLARA A IMPORTÂNCIA DA TAXA SELIC PARA A ECONOMIA.
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