Ainda em relação ao Recolhimento Compulsório (v. primeira postagem sobre o assunto em:
http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/02/recolhimento-compulsorio-i.html ).
Além dos percentuais de 45%, 20% e 15%, existem as EXIGÊNCIAS ADICIONAIS: o banco deve recolher, ainda, 8% sobre o depósito à visa, 10% sobre a poupança, e 8% sobre o depósito a prazo, mas veja só, se, ao somar o valor desses adicionais, o total for inferior a R$300 milhões, o banco fica dispensado de recolher, e, ultrapassando esse limite, o banco vai recolher sobre a parcela que ultrapassar os R$300 milhões.
Obs.: até pouco tempo atrás o limite para isenção era de R$100 milhões, o governo aumentou para R$300 milhões visando "liberar" mais dinheiro para o Sistema Financeiro.
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quarta-feira, 4 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
RECOLHIMENTO COMPULSÓRIO I
Muita gente acha que os bancos podem dispor de todo o dinheiro depositado neles. Na realidade, parte desse dinheiro o banco tem de recolher (ou depositar) numa conta do Banco Central do Brasil, é o chamado RECOLHIMENTO ou DEPÓSITO COMPULSÓRIO. É uma política utilizada pelo governo visando combater a inflação. Quando a inflação começa a subir o governo pode aumentar o percentual do recolhimento compulsório; assim, o Banco Central está tirando dinheiro de circulação, a população com uma menor quantidade de dinheiro vai comprar menos, logo o empresário vai pensar duas vezes antes de aumentar o preço dos seus produtos.
Olhando agora o outro lado: com a redução do percentual do recolhimento compulsório o Banco vai dispor de mais dinheiro, logo isso pode levar a uma redução da taxa de juros e, consequentemente, ao aumento do crédito (aumentando o consumo e o emprego).
Como era o recolhimento compulsório (antes da crise internacional que levou o governo brasileiro a adotar medidas para, pelo menos, minorar os efeitos da crise):
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A VISTA: 45%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO NA CADERNETA DE POUPANÇA: 20%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A PRAZO: 15%
SOBRE O LEASING (o recolhimento compulsório sobre o leasing está sendo implantado gradualmente): 15%
Como está hoje o recolhimento compulsório após o governo ter tomado algumas medidas com a finalidade dos bancos terem mais dinheiro visando aumentar o crédito:
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A VISTA: 42%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO NA CADERNETA DE POUPANÇA: 20%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A PRAZO: 15%
SOBRE O LEASING (o recolhimento compulsório sobre o leasing está sendo implantado gradualmente): 15%
NOTA: o recolhimento compulsório referente ao depósito à vista fica “parado”, não recebe qualquer remuneração; já o relativo à caderneta de poupança o Banco Central paga ao Banco a TR(Taxa Referencial) + 3% ao ano; no que diz respeito ao depósito a prazo 30% é remunerado enquanto 70% não sofre remuneração.
OBS.:
Olhando agora o outro lado: com a redução do percentual do recolhimento compulsório o Banco vai dispor de mais dinheiro, logo isso pode levar a uma redução da taxa de juros e, consequentemente, ao aumento do crédito (aumentando o consumo e o emprego).
Como era o recolhimento compulsório (antes da crise internacional que levou o governo brasileiro a adotar medidas para, pelo menos, minorar os efeitos da crise):
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A VISTA: 45%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO NA CADERNETA DE POUPANÇA: 20%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A PRAZO: 15%
SOBRE O LEASING (o recolhimento compulsório sobre o leasing está sendo implantado gradualmente): 15%
Como está hoje o recolhimento compulsório após o governo ter tomado algumas medidas com a finalidade dos bancos terem mais dinheiro visando aumentar o crédito:
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A VISTA: 42%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO NA CADERNETA DE POUPANÇA: 20%
SOBRE O DINHEIRO DEPOSITADO A PRAZO: 15%
SOBRE O LEASING (o recolhimento compulsório sobre o leasing está sendo implantado gradualmente): 15%
NOTA: o recolhimento compulsório referente ao depósito à vista fica “parado”, não recebe qualquer remuneração; já o relativo à caderneta de poupança o Banco Central paga ao Banco a TR(Taxa Referencial) + 3% ao ano; no que diz respeito ao depósito a prazo 30% é remunerado enquanto 70% não sofre remuneração.
OBS.:
a) para simplificar não vamos falar aqui em EXIGÊNCIAS ADICIONAIS, DESCONTOS, e nem em LIMITES MÍNIMOS, isso ficará para outra oportunidade;
b) ficarei devendo também uma explicação sobre a TR-Taxa Referencial.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
ALELUIA, ALELUIA, BANCO CENTRAL
Na postagem do dia 19 tinhamos colocado que o Banco Central não teria a coragem e a ousadia de reduzir a taxa SELIC para 12,75%, pois não é que "queimei a língua" (ainda bem); surpreendentemente o BACEN reduziu a taxa em um ponto percentual, tudo bem que a decisão não foi unânime, 3 integrantes do Colegiado (COPOM) queriam a redução de 0,75, mas a maioria (5 integrantes) decidiu por uma redução maior.
Leia sobre o COPOM e a taxa SELIC em:
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/copom.html
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html
Veja o comunicado constante no site do Banco Central (mas lembro que só na quinta-feira da próxima semana, 29.01, será publicada a Ata da reunião do COPOM, aí sim saberemos detalhes sobre o que foi discutido):
"Copom reduz a taxa Selic para 12,75% ao ano
21/1/2009 18:58:00
Brasília – Avaliando as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, neste momento, reduzir a taxa Selic para 12,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela redução da taxa Selic em 0,75 p.b. Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação.
21 de janeiro de 2009
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
imprensa@bcb.gov.br
(61) 3414-3462".
SEÇÃO “DESCOMPLICANDO A ECONOMIA”: veja que na nota acima tem "...12,75% a. a. sem viés,..."; na postagem sobre o COPOM, datada de 11.12.08, colocamos que a segunda reunião do COPOM, neste ano, será 10 e 11 de março; quando hoje, 21.01, o COPOM toma uma decisão e coloca o termo “sem viés”, quer dizer que o COPOM não modificará os juros antes da próxima reunião, ou seja, só teremos uma nova decisão na reunião de março. UM EXEMPLO: vamos supor que a decisão de hoje, do COPOM, fosse de REDUZIR A TAXA SELIC PARA 12,75% A. A. COM VIÉS DE BAIXA, significaria que antes mesmo da reunião de 10 e 11 de março o COPOM poderia reduzir a taxa SELIC, o mesmo exemplo pode ser olhado se a decisão tivesse sido de REDUZIR A TAXA SELIC PARA 12,75% A.A. COM VIÉS DE ALTA, isso indicaria que, antes mesmo de 10 e 11 de março o COPOM poderia aumentar a taxa SELIC. Como a decisão foi de redução mas SEM VIÉS, a taxa ficará em 12,75% até a reunião de março.
Leia sobre o COPOM e a taxa SELIC em:
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/copom.html
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html
Veja o comunicado constante no site do Banco Central (mas lembro que só na quinta-feira da próxima semana, 29.01, será publicada a Ata da reunião do COPOM, aí sim saberemos detalhes sobre o que foi discutido):
"Copom reduz a taxa Selic para 12,75% ao ano
21/1/2009 18:58:00
Brasília – Avaliando as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, neste momento, reduzir a taxa Selic para 12,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela redução da taxa Selic em 0,75 p.b. Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação.
21 de janeiro de 2009
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
imprensa@bcb.gov.br
(61) 3414-3462".
SEÇÃO “DESCOMPLICANDO A ECONOMIA”: veja que na nota acima tem "...12,75% a. a. sem viés,..."; na postagem sobre o COPOM, datada de 11.12.08, colocamos que a segunda reunião do COPOM, neste ano, será 10 e 11 de março; quando hoje, 21.01, o COPOM toma uma decisão e coloca o termo “sem viés”, quer dizer que o COPOM não modificará os juros antes da próxima reunião, ou seja, só teremos uma nova decisão na reunião de março. UM EXEMPLO: vamos supor que a decisão de hoje, do COPOM, fosse de REDUZIR A TAXA SELIC PARA 12,75% A. A. COM VIÉS DE BAIXA, significaria que antes mesmo da reunião de 10 e 11 de março o COPOM poderia reduzir a taxa SELIC, o mesmo exemplo pode ser olhado se a decisão tivesse sido de REDUZIR A TAXA SELIC PARA 12,75% A.A. COM VIÉS DE ALTA, isso indicaria que, antes mesmo de 10 e 11 de março o COPOM poderia aumentar a taxa SELIC. Como a decisão foi de redução mas SEM VIÉS, a taxa ficará em 12,75% até a reunião de março.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
JUÍZO, BANCO CENTRAL, JUÍZO
A reunião do COPOM-Conselho de Política Monetária, que vai fixar a nova taxa SELIC (taxa básica de juros), vai acontecer amanhã e depois, 20 e 21. Eu ia dizer que o país todo - à exceção do sistema financeiro - clama por uma redução da taxa (os últimos números de redução da atividade econômica na indústria brasileira são preocupantes), mas até Márcio Cypriano, presidente do bradesco, pediu a Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, a redução da taxa SELIC. Se o COPOM tivesse ousadia e coragem reduziria a taxa dos atuais 13,75% a. a. para 12,75 a. a., mas como essa não é a característica do COPOM acreditamos que, na melhor das hipóteses, a redução será para 13,25%.
Como o COPOM, ao fixar a SELIC, olha a trajetória da inflação, quem tiver interesse pode assistir um vídeo com a entrevista coletiva de divulgação do Relatório de Inflação elaborado pelo Banco Central, ocorrida em 22.12.08 (apresentação: Diretor Mário Mesquita).
Basta acessar:
http://www.bcb.gov.br/pec/relinf/apres-20081222/player_frame.html
Para fins didáticos quero informar que logo no início da entrevista é feita referência ao índice CRB:
Índice CRB: aponta a evolução de preços das commodities mais negociadas no mercado internacional, como café, petróleo, ouro, algodão, etc.
Commodities: "(significa mercadoria em inglês) pode ser definido como mercadorias, principalmente minérios e gêneros agrícolas, que são produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial. As commodities são negociadas em bolsas de mercadorias, portanto seus preços são definidos em nível global, pelo mercado internacional.
As commodities são produzidas por diferentes produtores e possuem características uniformes. Geralmente, são produtos que podem ser estocados por um determinado período de tempo sem que haja perda de qualidade. As commodities também se caracterizam por não ter passado por processo industrial, ou seja, são geralmente matérias-primas.
O Brasil é um grande produtor e exportador de commodities. As principais commodities produzidas e exportadas por nosso país são: petróleo, café, suco de laranja, minério de ferro, soja e alumínio. Se por um lado o país se beneficia do comércio destas mercadorias, por outro o torna dependente dos preços estabelecidos internacionalmente. Quando há alta demanda internacional, os preços sobem e as empresas produtoras lucram muito. Porém, num quadro de recessão mundial, as commodities se desvalorizam, prejudicando os lucros das empresas e o valor de suas ações negociadas em bolsa de valores” (disponível em: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/commodities.htm ).
Para ler sobre o COPOM e sobre a TAXA SELIC:
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/copom.html
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html
Como o COPOM, ao fixar a SELIC, olha a trajetória da inflação, quem tiver interesse pode assistir um vídeo com a entrevista coletiva de divulgação do Relatório de Inflação elaborado pelo Banco Central, ocorrida em 22.12.08 (apresentação: Diretor Mário Mesquita).
Basta acessar:
http://www.bcb.gov.br/pec/relinf/apres-20081222/player_frame.html
Para fins didáticos quero informar que logo no início da entrevista é feita referência ao índice CRB:
Índice CRB: aponta a evolução de preços das commodities mais negociadas no mercado internacional, como café, petróleo, ouro, algodão, etc.
Commodities: "(significa mercadoria em inglês) pode ser definido como mercadorias, principalmente minérios e gêneros agrícolas, que são produzidos em larga escala e comercializados em nível mundial. As commodities são negociadas em bolsas de mercadorias, portanto seus preços são definidos em nível global, pelo mercado internacional.
As commodities são produzidas por diferentes produtores e possuem características uniformes. Geralmente, são produtos que podem ser estocados por um determinado período de tempo sem que haja perda de qualidade. As commodities também se caracterizam por não ter passado por processo industrial, ou seja, são geralmente matérias-primas.
O Brasil é um grande produtor e exportador de commodities. As principais commodities produzidas e exportadas por nosso país são: petróleo, café, suco de laranja, minério de ferro, soja e alumínio. Se por um lado o país se beneficia do comércio destas mercadorias, por outro o torna dependente dos preços estabelecidos internacionalmente. Quando há alta demanda internacional, os preços sobem e as empresas produtoras lucram muito. Porém, num quadro de recessão mundial, as commodities se desvalorizam, prejudicando os lucros das empresas e o valor de suas ações negociadas em bolsa de valores” (disponível em: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/commodities.htm ).
Para ler sobre o COPOM e sobre a TAXA SELIC:
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/copom.html
http://economistaivangargur.blogspot.com/2008/12/selic-e-taxa-selic.html
sábado, 13 de dezembro de 2008
SELIC e TAXA SELIC
SEÇÃO “DESCOMPLICANDO A ECONOMIA” – No SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) são registradas as negociações com títulos públicos federais* (aqueles emitidos pelo Tesouro Nacional – Ministério da Fazenda – e pelo Banco Central). O SELIC também faz a custódia desses títulos.
A TAXA SELIC, conforme vimos na postagem de 11.12, é fixada pelo COPOM (Conselho de Política Monetária). O que destaco com meus alunos em sala de aula é a necessidade de se entender a TAXA SELIC como a taxa básica (a referência) para todo o sistema financeiro. Lembrem que na reunião desta semana o COPOM decidiu manter a TAXA SELIC em 13,75% ao ano. Quando o COPOM aumenta a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro (financiamento, empréstimo, cartão de crédito, cheque especial, etc etc) aumentem, ou seja, o crédito fica mais caro. Então, claro, o COPOM reduzindo a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro diminuam (o crédito fica mais barato). Sendo assim, a TAXA SELIC é um instrumento de política monetária*: quando a inflação começa a subir o COPOM aumenta a TAXA SELIC para desestimular a demanda (procura) fazendo com que os empresários “segurem” o preço dos produtos. Mas é claro que é uma política que, ao reduzir a demanda, está freando o crescimento do país, logo, não gera emprego. O oposto: com inflação menor o COPOM pode reduzir a TAXA SELIC, a expectativa é que o consumidor compre mais (pois espera-se uma redução nas taxas do cheque especial, cartão de crédito, etc), logo teremos uma maior geração de emprego pois as empresas vão produzir mais.
Outra função da TAXA SELIC: quando uma pessoa parcela um débito que tem com algum órgão federal (Receita federal, ou outro), os valores são corrigidos, mensalmente, pela TAXA SELIC (exemplo: quem declarou Imposto de Renda no mês de abril e teve um imposto a pagar para a Receita, e resolveu parcelar esse pagamento, as parcelas mensais serão corrigidas pela TAXA SELIC). O contrário: a TAXA SELIC também corrige a devolução do Imposto de Renda, agora mesmo saiu o 7° lote do Imposto de Renda (lembre que a declaração foi em abril), o valor que a Receita Federal está restituindo para o contribuinte também é corrigido pela TAXA SELIC.
TAXA SELIC e o capital especulativo: com uma maior TAXA SELIC os rendimentos das aplicações financeiras também sobem, então o capital estrangeiro especulativo* (capital de curto prazo, ou “capital motel” como denominou o economista Carlos Lessa) entra com mais facilidade no país, mas é um capital que, da mesma forma que foi trazido com facilidade para aproveitar as altas taxas de juros também pode, a qualquer momento, ser retirado do país causando instabilidade. PAROU AQUI? NÃO. E A QUESTÃO CAMBIAL? Como é um tema (entre muitos outros em economia) controverso veremos, também em outra oportunidade, se a TAXA SELIC influencia o câmbio.
* Em outro momento falaremos com detalhes sobre:
1. títulos públicos federais
2. política monetária
3. capital estrangeiro especulativo
4. capital estrangeiro produtivo
5. câmbio
P.S.:
- meu paciente leitor, essa é a dificuldade (e o gostoso) na Economia, uma “coisa” vai puxando “outra” e por aí adiante, vejam que fui tentar explicar a TAXA SELIC e “fui levado”, no mínimo, para títulos públicos federais, política monetária, câmbio, etc etc. Em outra oportunidade falaremos sobre isso;
- MESMO QUE TENHA FICADO UM POUCO CONFUSO, OU COM MUITOS DETALHES, ACREDITO QUE FICOU CLARA A IMPORTÂNCIA DA TAXA SELIC PARA A ECONOMIA.
A TAXA SELIC, conforme vimos na postagem de 11.12, é fixada pelo COPOM (Conselho de Política Monetária). O que destaco com meus alunos em sala de aula é a necessidade de se entender a TAXA SELIC como a taxa básica (a referência) para todo o sistema financeiro. Lembrem que na reunião desta semana o COPOM decidiu manter a TAXA SELIC em 13,75% ao ano. Quando o COPOM aumenta a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro (financiamento, empréstimo, cartão de crédito, cheque especial, etc etc) aumentem, ou seja, o crédito fica mais caro. Então, claro, o COPOM reduzindo a TAXA SELIC a tendência é que as taxas do mercado financeiro diminuam (o crédito fica mais barato). Sendo assim, a TAXA SELIC é um instrumento de política monetária*: quando a inflação começa a subir o COPOM aumenta a TAXA SELIC para desestimular a demanda (procura) fazendo com que os empresários “segurem” o preço dos produtos. Mas é claro que é uma política que, ao reduzir a demanda, está freando o crescimento do país, logo, não gera emprego. O oposto: com inflação menor o COPOM pode reduzir a TAXA SELIC, a expectativa é que o consumidor compre mais (pois espera-se uma redução nas taxas do cheque especial, cartão de crédito, etc), logo teremos uma maior geração de emprego pois as empresas vão produzir mais.
Outra função da TAXA SELIC: quando uma pessoa parcela um débito que tem com algum órgão federal (Receita federal, ou outro), os valores são corrigidos, mensalmente, pela TAXA SELIC (exemplo: quem declarou Imposto de Renda no mês de abril e teve um imposto a pagar para a Receita, e resolveu parcelar esse pagamento, as parcelas mensais serão corrigidas pela TAXA SELIC). O contrário: a TAXA SELIC também corrige a devolução do Imposto de Renda, agora mesmo saiu o 7° lote do Imposto de Renda (lembre que a declaração foi em abril), o valor que a Receita Federal está restituindo para o contribuinte também é corrigido pela TAXA SELIC.
TAXA SELIC e o capital especulativo: com uma maior TAXA SELIC os rendimentos das aplicações financeiras também sobem, então o capital estrangeiro especulativo* (capital de curto prazo, ou “capital motel” como denominou o economista Carlos Lessa) entra com mais facilidade no país, mas é um capital que, da mesma forma que foi trazido com facilidade para aproveitar as altas taxas de juros também pode, a qualquer momento, ser retirado do país causando instabilidade. PAROU AQUI? NÃO. E A QUESTÃO CAMBIAL? Como é um tema (entre muitos outros em economia) controverso veremos, também em outra oportunidade, se a TAXA SELIC influencia o câmbio.
* Em outro momento falaremos com detalhes sobre:
1. títulos públicos federais
2. política monetária
3. capital estrangeiro especulativo
4. capital estrangeiro produtivo
5. câmbio
P.S.:
- meu paciente leitor, essa é a dificuldade (e o gostoso) na Economia, uma “coisa” vai puxando “outra” e por aí adiante, vejam que fui tentar explicar a TAXA SELIC e “fui levado”, no mínimo, para títulos públicos federais, política monetária, câmbio, etc etc. Em outra oportunidade falaremos sobre isso;
- MESMO QUE TENHA FICADO UM POUCO CONFUSO, OU COM MUITOS DETALHES, ACREDITO QUE FICOU CLARA A IMPORTÂNCIA DA TAXA SELIC PARA A ECONOMIA.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
COPOM
SEÇÃO “DEU NA MÍDIA”:
Site do UOL (http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2008/12/10/ult1913u98886.jhtm): “10/12/2008 - 08h09. Decisão do Copom é o destaque da quarta-feira. SÃO PAULO - Hoje, os investidores conhecem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juro brasileira. A expectativa é de estabilidade da Selic em 13,75% ao ano. A atenção recai no placar da decisão, que pode dar uma pista sobre o próximo movimento do colegiado, que muitos acreditam ser de baixa de juro. Como a decisão será apresenta após o encerramento dos mercados, a reação fica para a quinta-feira. (Eduardo Campos Valor Online)”
SEÇÃO “DESCOMPLICANDO A ECONOMIA”:
COPOM – CONSELHO DE POLÍTICA MONETÁRIA - Instituído em 20 de junho de 1996. A partir do Decreto 3.088, de 21 de junho de 1999, as decisões do COPOM passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (órgão máximo do SFN-Sistema Financeiro Nacional). Tem como objetivos: implementar a política monetária, definir a meta da Taxa SELIC* e seu eventual viés*, e analisar o 'Relatório de Inflação'". As reuniões ordinárias do COPOM dividem-se em dois dias: a primeira sessão às terças-feiras e a segunda às quartas-feiras. São oito reuniões (ordinárias) por ano sendo que o calendário dessas reuniões é divulgado até o fim de outubro do ano anterior (então o calendário das reuniões de 2009 foi divulgado até outubro passado).
Calendário das reuniões para 2009:
20 e 21 de janeiro
10 e 11 de março
28 e 29 de abril
9 e 10 de junho
21 e 22 de julho
1º e 2 de setembro
20 e 21 de outubro
8 e 9 de dezembro
O COPOM é composto pelos membros da Diretoria do Banco Central do Brasil:
- o presidente, que tem o voto de qualidade,
- diretor de Política Monetária,
- diretor de Política Econômica,
- diretor de Estudos Especiais,
- diretor de Assuntos Internacionais,
- diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro,
- diretor de Fiscalização, Liquidações e Desestatização,
- diretor de Administração.
Na primeira sessão, ou seja, na terça-feira, também participam da reunião:
- chefe do Departamento Econômico (Depec),
- chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin),
- chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban),
- chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab),
- chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep),
- gerente-executivo da Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin),
-três consultores,o secretário-executivo da Diretoria, o assessor de imprensa, o assessor especial e, sempre que convocados, outros chefes de departamento convidados a discorrer sobre assuntos de suas áreas.
ATENÇÃO: na reunião de ontem, 10.12, o COPOM decidiu manter a SELIC em 13,75% a.a. (ao ano), sendo que a Ata dessa reunião será divulgada dia 18.12 (a Ata é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte).
Quer saber mais sobre COPOM acesse http://www.bcb.gov.br/?COPOM , de onde foram extraídas essas informações.
*Achamos por bem, em outra postagem, falar sobre a SELIC e o viés
Site do UOL (http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2008/12/10/ult1913u98886.jhtm): “10/12/2008 - 08h09. Decisão do Copom é o destaque da quarta-feira. SÃO PAULO - Hoje, os investidores conhecem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juro brasileira. A expectativa é de estabilidade da Selic em 13,75% ao ano. A atenção recai no placar da decisão, que pode dar uma pista sobre o próximo movimento do colegiado, que muitos acreditam ser de baixa de juro. Como a decisão será apresenta após o encerramento dos mercados, a reação fica para a quinta-feira. (Eduardo Campos Valor Online)”
SEÇÃO “DESCOMPLICANDO A ECONOMIA”:
COPOM – CONSELHO DE POLÍTICA MONETÁRIA - Instituído em 20 de junho de 1996. A partir do Decreto 3.088, de 21 de junho de 1999, as decisões do COPOM passaram a ter como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (órgão máximo do SFN-Sistema Financeiro Nacional). Tem como objetivos: implementar a política monetária, definir a meta da Taxa SELIC* e seu eventual viés*, e analisar o 'Relatório de Inflação'". As reuniões ordinárias do COPOM dividem-se em dois dias: a primeira sessão às terças-feiras e a segunda às quartas-feiras. São oito reuniões (ordinárias) por ano sendo que o calendário dessas reuniões é divulgado até o fim de outubro do ano anterior (então o calendário das reuniões de 2009 foi divulgado até outubro passado).
Calendário das reuniões para 2009:
20 e 21 de janeiro
10 e 11 de março
28 e 29 de abril
9 e 10 de junho
21 e 22 de julho
1º e 2 de setembro
20 e 21 de outubro
8 e 9 de dezembro
O COPOM é composto pelos membros da Diretoria do Banco Central do Brasil:
- o presidente, que tem o voto de qualidade,
- diretor de Política Monetária,
- diretor de Política Econômica,
- diretor de Estudos Especiais,
- diretor de Assuntos Internacionais,
- diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro,
- diretor de Fiscalização, Liquidações e Desestatização,
- diretor de Administração.
Na primeira sessão, ou seja, na terça-feira, também participam da reunião:
- chefe do Departamento Econômico (Depec),
- chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin),
- chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban),
- chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab),
- chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep),
- gerente-executivo da Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin),
-três consultores,o secretário-executivo da Diretoria, o assessor de imprensa, o assessor especial e, sempre que convocados, outros chefes de departamento convidados a discorrer sobre assuntos de suas áreas.
ATENÇÃO: na reunião de ontem, 10.12, o COPOM decidiu manter a SELIC em 13,75% a.a. (ao ano), sendo que a Ata dessa reunião será divulgada dia 18.12 (a Ata é divulgada sempre na quinta-feira da semana seguinte).
Quer saber mais sobre COPOM acesse http://www.bcb.gov.br/?COPOM , de onde foram extraídas essas informações.
*Achamos por bem, em outra postagem, falar sobre a SELIC e o viés
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