Na postagem de 20.07.2010* vimos que a INTEGRAÇÃO VERTICAL significa a mesma empresa (ou grupo empresarial) assumir vários “estágios sucessivos do processo total de produção”. Já na integração horizontal uma empresa (ou grupo empresarial) adquire outra(s) empresa(s) que produz(em) o mesmo tipo de produto, ou seja, compra empresas concorrentes, que estão no mesmo estágio de produção. Comparando: na verticalização tratamos de etapas produtivas distintas, que são integradas, aí podendo ser para a frente ou para trás, já na horizontalização a etapa é a mesma. É uma estratégia de crescimento na medida em que a empresa que comprou a concorrente tem, agora, um tamanho maior do mercado.
Vejamos um exemplo simplificado utilizando a cadeia (reduzida) produtiva do café (extraído de http://www.simpoi.fgvsp.br/arquivo/2010/artigos/E2010_T00377_PCN69547.pdf):
ETAPA 1: produtores de mudas
↓
ETAPA 2: produção primária (produtores de café arábica)
↓
ETAPA 3: primeiro processamento (cooperativas; maquinistas)
↓
ETAPA 4: segundo processamento (empresas de café solúvel)
↓
ETAPA 5: vendedores (nacionais ou exportadores)
INTEGRAÇÃO VERTICAL: supondo que uma empresa de café solúvel passe a ser responsável, também, por uma ou mais etapas dessa cadeia significa que ela está integrando verticalmente.
INTEGRAÇÃO HORIZONTAL: supondo que uma empresa de café solúvel, como estratégia de crescimento, compra outra(s) empresa(s) de café solúvel, ela está integrando horizontalmente.
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2010/07/verticalizacao-ou-integracao-vertical.html
Do "economês" para o português
Blog de economia do Prof. Ivan Gargur.
domingo, 27 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Relação entre PIB e FBCF
O PIB-Produto Interno Bruto* representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa região dentro de um determinado período de tempo. É calculado sob três óticas: ótica da produção, da renda, da despesa. Sob a ótica da despesa o cálculo é da seguinte forma:
PIB = C + I + G + (X – M), onde:
C = Consumo das Famílias (consumo privado)
I = Investimento (soma da Formação Bruta de Capital Fixo mais a Variação de Estoques)
G = Consumo do Governo (consumo público)
X = Bens exportados
M = Bens Importados.
Vamos tratar da relação entre PIB e FBCF**, que significa o investimento em máquinas, equipamentos, material de construção, etc. Alguns fatores estimulam esse investimento, em especial: boas perspectivas da economia, redução da taxa de juros, incentivo governamental (como redução da tributação para compra de máquinas). Por outro lado, vemos que para que a economia de um país cresça a taxas mais elevadas é necessário que a FBCF tenha uma participação relativa crescente, mas é preciso observar que nos últimos anos o crescimento do Brasil foi decorrente não só do aumento da FBCF como, também, de um maior consumo das famílias, ou seja, existe uma relação de interdependência entre esses fatores.
Exemplos:
1) se o consumo das famílias aumenta os empresários vão ter interesse em aumentar a capacidade produtiva - oferta de bens e serviços -, elevando a FBCF, que, por outro lado, significa gerar mais emprego (logo, mais consumo), “tudo” isso levando a um aumento do PIB;
2) um aumento do PIB decorrente de uma elevação do consumo, gerando melhores perspectivas da economia, também incentiva mais investimento na capacidade produtiva (mais aumento da FBCF);
3) Se invertermos, agora, o nosso olhar, verificamos que uma maior FBCF permite atender a um aumento do consumo, na medida em que mais bens e serviços serão produzidos, e, em conseqüência, pode evitar a inflação de demanda** (aumento da demanda agregada em relação à oferta agregada).
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/01/pib-produto-interno-bruto.html
** http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5178040478652576462&postID=6708325133775173228
PIB = C + I + G + (X – M), onde:
C = Consumo das Famílias (consumo privado)
I = Investimento (soma da Formação Bruta de Capital Fixo mais a Variação de Estoques)
G = Consumo do Governo (consumo público)
X = Bens exportados
M = Bens Importados.
Vamos tratar da relação entre PIB e FBCF**, que significa o investimento em máquinas, equipamentos, material de construção, etc. Alguns fatores estimulam esse investimento, em especial: boas perspectivas da economia, redução da taxa de juros, incentivo governamental (como redução da tributação para compra de máquinas). Por outro lado, vemos que para que a economia de um país cresça a taxas mais elevadas é necessário que a FBCF tenha uma participação relativa crescente, mas é preciso observar que nos últimos anos o crescimento do Brasil foi decorrente não só do aumento da FBCF como, também, de um maior consumo das famílias, ou seja, existe uma relação de interdependência entre esses fatores.
Exemplos:
1) se o consumo das famílias aumenta os empresários vão ter interesse em aumentar a capacidade produtiva - oferta de bens e serviços -, elevando a FBCF, que, por outro lado, significa gerar mais emprego (logo, mais consumo), “tudo” isso levando a um aumento do PIB;
2) um aumento do PIB decorrente de uma elevação do consumo, gerando melhores perspectivas da economia, também incentiva mais investimento na capacidade produtiva (mais aumento da FBCF);
3) Se invertermos, agora, o nosso olhar, verificamos que uma maior FBCF permite atender a um aumento do consumo, na medida em que mais bens e serviços serão produzidos, e, em conseqüência, pode evitar a inflação de demanda** (aumento da demanda agregada em relação à oferta agregada).
* http://economistaivangargur.blogspot.com/2009/01/pib-produto-interno-bruto.html
** http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5178040478652576462&postID=6708325133775173228
domingo, 13 de novembro de 2011
SATISFAÇÃO AOS LEITORES
Por diversas vezes tentei voltar ao blog mas sem sucesso, quando criei achava que seria possível colocar postagens todos os dias da semana, no entanto, conforme já expliquei, um blog de economia não é, "simplesmente", eu dar uma opinião (como seria, por exemplo, um blog sobre cinema), é preciso pesquisar para nada sair de errado. Acontece que tenho recebido msgs de alguns leitores, inclusive elogiando a clareza das informações. Então, principalmente em respeito a esses leitores (que, mesmo com o blog bem desatualizado, continuaram consultando), a partir do próximo domingo, 20, voltarei a colocar postagens. Como não terei condições de fazer diarimente me comprometo a, todo dia de domingo, escrever alguma coisa e, como é meu propósito, se tiverem dúvidas sobre economia me escrevam que responderei, também, nos dias de domingo. Saudações a todos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
VERTICALIZAÇÃO (ou INTEGRAÇÃO VERTICAL)
Jornal A Tarde de 02/06/2010, pág. B1: “AGRONEGÓCIOS. Bahia quer verticalizar a cadeia produtiva do milho, soja e algodão”:
“lançamento do projeto de verticalização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão, as três principais commodities agrícolas do oeste baiano,...’
“Na safra 2009/2010, as três culturas [produziram] 4.629.000 toneladas de soja e milho e 983.794 toneladas de fibra, que, em sua grande maioria, ainda são vendidas in natura.”
Jornal Folha de São Paulo de 27/06/2010, pág. B1: “MARFRIG QUER SEARA COMO MARCA GLOBAL. Depois de adquirir 40 empresas, grupo afirma que encerrou as compras e prioriza eficiência e novos mercados. Marfrig atinge objetivo ao completar cadeia da carne. Presente do abate até o produto final, grupo busca agora melhor a eficiência e a atender bem aos consumidores. O grupo Marfrig atingiu o seu principal objetivo: participar de todas as fases na produção de carnes. “Nossa estratégia sempre foi fazer produtos de valor agregado, estar presente em toda a cadeia produtiva – do abate até o produto final -...”
Essas duas matérias dizem respeito ao que é chamado de INTEGRAÇÃO VERTICAL. No caso do grupo MARFRIG, por exemplo, vejam que faz toda a “cadeira da carne”, toda a cadeia produtiva é feita pelo próprio grupo: “do abate até o produto final”. A empresa poderia, por exemplo, se dedicar só ao abate e passar as outras fases do processo produtivo para outras empresas, como muitas fazem, não é mesmo? Mas no caso de ficar com todas as etapas o grupo está agregando valor ao produto, podendo vendê-lo por um preço maior.
Vejamos o que diz Anita Kon, no livro Economia Industrial, capítulo 5.5 “A integração vertical ou terceirização como estratégia”: “”Esta integração [vertical] envolve um aumento no número de produtos intermediários produzidos pela firma para seu próprio uso. Assim, a diversificação pode ser voltada para a substituição de insumos comprados de outras empresas por produção própria, integrando-se “para trás” (...), ou para a distribuição e outros serviços “para a frente” (...) na cadeia de produção-distribuição-consumo. (...) Uma única empresa [ ou grupo empresarial] pode integrar atividades econômicas relacionadas a vários estágios sucessivos do processo total de produção, que se desenrola desde a produção da matéria-prima até a colocação do produto acabado nas mãos do consumidor final, (...)”.
Se não ficou claro sobre o que é INTEGRAÇÃO VERTICAL mande sua dúvida.Outro dia discorreremos sobre a INTEGRAÇÃO HORIZONTAL.
“lançamento do projeto de verticalização das cadeias produtivas do milho, soja e algodão, as três principais commodities agrícolas do oeste baiano,...’
“Na safra 2009/2010, as três culturas [produziram] 4.629.000 toneladas de soja e milho e 983.794 toneladas de fibra, que, em sua grande maioria, ainda são vendidas in natura.”
Jornal Folha de São Paulo de 27/06/2010, pág. B1: “MARFRIG QUER SEARA COMO MARCA GLOBAL. Depois de adquirir 40 empresas, grupo afirma que encerrou as compras e prioriza eficiência e novos mercados. Marfrig atinge objetivo ao completar cadeia da carne. Presente do abate até o produto final, grupo busca agora melhor a eficiência e a atender bem aos consumidores. O grupo Marfrig atingiu o seu principal objetivo: participar de todas as fases na produção de carnes. “Nossa estratégia sempre foi fazer produtos de valor agregado, estar presente em toda a cadeia produtiva – do abate até o produto final -...”
Essas duas matérias dizem respeito ao que é chamado de INTEGRAÇÃO VERTICAL. No caso do grupo MARFRIG, por exemplo, vejam que faz toda a “cadeira da carne”, toda a cadeia produtiva é feita pelo próprio grupo: “do abate até o produto final”. A empresa poderia, por exemplo, se dedicar só ao abate e passar as outras fases do processo produtivo para outras empresas, como muitas fazem, não é mesmo? Mas no caso de ficar com todas as etapas o grupo está agregando valor ao produto, podendo vendê-lo por um preço maior.
Vejamos o que diz Anita Kon, no livro Economia Industrial, capítulo 5.5 “A integração vertical ou terceirização como estratégia”: “”Esta integração [vertical] envolve um aumento no número de produtos intermediários produzidos pela firma para seu próprio uso. Assim, a diversificação pode ser voltada para a substituição de insumos comprados de outras empresas por produção própria, integrando-se “para trás” (...), ou para a distribuição e outros serviços “para a frente” (...) na cadeia de produção-distribuição-consumo. (...) Uma única empresa [ ou grupo empresarial] pode integrar atividades econômicas relacionadas a vários estágios sucessivos do processo total de produção, que se desenrola desde a produção da matéria-prima até a colocação do produto acabado nas mãos do consumidor final, (...)”.
Se não ficou claro sobre o que é INTEGRAÇÃO VERTICAL mande sua dúvida.Outro dia discorreremos sobre a INTEGRAÇÃO HORIZONTAL.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
TELEMAR ou OI?
Depois de anos lecionando no ensino superior percebemos como alguns alunos vibram de felicidade quando pegam um professor cometendo algum erro, parece que é uma vitória chegar para o professor, e dizer (com aquela empáfia, claro): professor, o senhor está errado. Óbvio que erramos, ninguém é infalível, mas nos últimos meses, ou anos, tem acontecido algo, até, irônico. Toda vez que precisamos falar sobre Estruturas de Mercado (oligopólio, monopólio, etc), de maneira proposital eu cito a Telemar, e imediatamente alguém me interrompe, com a alegria estampada no rosto, e se "vinga" logo do "carrasco" do professor: "mas, professor, até o senhor, não é mais TELEMAR, é Oi a Empresa", e insistentemente fica a discorrer que a TELEMAR deixou de existir e agora é a Oi. Pois bem, depois de escutar todo o discurso "me corrigindo", pergunto ao aluno se ele acha que uma empresa do porte de uma Telemar iria mudar o nome para OI S/A. Que nome de Pessoa Jurídica mais sem sentido, mais ridículo. Tenho de chamar a atenção que OI é o nome de Fantasia, mas que a razão social continua sendo TELEMAR, basta verificar na conta telefônica. Tem até sites que tratam de Mercado de Capitais (ações) que chamam a empresa de Telemar/Oi, o que facilita o entendimento do leitor. Pois bem, então ficamos certos assim: a razão social da Empresa continua sendo TELEMAR, e OI é o nome de fantasia.
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domingo, 4 de abril de 2010
IPO (outra sopa de letras)
Tem saído uma série de matérias na imprensa sobre IPO de diversas empresas. É a PETROBRAS que vai fazer um IPO para capitalizar a empresa visando a exploração do pré-sal. É a TAM fazendo o IPO de uma empresa do seu grupo, a Multiplus.
No site do UOL Economia lemos, no dia 30.03:
"SÃO PAULO (Reuters) - A Ecorodovias, concessionária de estradas, precificou a ação em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) a 9,50 reais. O giro financeiro da operação totaliza 1,37 bilhão de reais, incluindo as novas ações e aquelas que estão sendo vendidas por sócios.
Os coordenadores da operação estimavam preço por ação entre 9 e 12 reais. Ainda que o valor tenha ficado perto do piso da faixa projetada, trata-se do primeiro IPO do Brasil em 2010 em que a oferta é colocada dentro do intervalo sugerido no prospecto preliminar.
Os quatro IPOs anteriores neste ano --Aliansce, Multiplus, BR Properties e OSX-- saíram com preço por ação inferior ao originalmente projetado".
IPO, sigla em inglês de Initial Public Offering (abertura de capital, ou seja, oferta inicial de ações), foi tratada em nossas postagens sobre Bolsa de Valores de janeiro do 2009, em especial na postagem de 22.01.
No site do UOL Economia lemos, no dia 30.03:
"SÃO PAULO (Reuters) - A Ecorodovias, concessionária de estradas, precificou a ação em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) a 9,50 reais. O giro financeiro da operação totaliza 1,37 bilhão de reais, incluindo as novas ações e aquelas que estão sendo vendidas por sócios.
Os coordenadores da operação estimavam preço por ação entre 9 e 12 reais. Ainda que o valor tenha ficado perto do piso da faixa projetada, trata-se do primeiro IPO do Brasil em 2010 em que a oferta é colocada dentro do intervalo sugerido no prospecto preliminar.
Os quatro IPOs anteriores neste ano --Aliansce, Multiplus, BR Properties e OSX-- saíram com preço por ação inferior ao originalmente projetado".
IPO, sigla em inglês de Initial Public Offering (abertura de capital, ou seja, oferta inicial de ações), foi tratada em nossas postagens sobre Bolsa de Valores de janeiro do 2009, em especial na postagem de 22.01.
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terça-feira, 16 de março de 2010
Seminário O Pensamento de Darcy Ribeiro"
CONVITE
A Faculdade 2 de Julho, onde leciono desde 2001, está completando dez anos. Estamos ajudando a organizar um Evento em comemoração, é o Seminário "O Pensamento de Darcy Ribeiro", com entrada livre. Acontecerá nos dias 23 e 24.03. No dia 23 teremos na mesa (presidida pela Profa. Cássia Carneiro), o ex-governador Waldir Pires, o Prof. Joviniano Neto, e a Profa. Tecla Melo (Coordenadora Pedagógica da Faculdade). No dia 24 teremos na mesa (presidida pelo Prof. Derval Gramacho), a Profa. Maria Hilda Paraíso e o Prof. Sebastião Heber. As atividades começarão às 19h:00 e irão até umas 21h:30.
A Faculdade 2 de Julho está localizada na Avenida Leovigildo Filgueiras, n° 81, Garcia, 3114-4000.
A Faculdade 2 de Julho, onde leciono desde 2001, está completando dez anos. Estamos ajudando a organizar um Evento em comemoração, é o Seminário "O Pensamento de Darcy Ribeiro", com entrada livre. Acontecerá nos dias 23 e 24.03. No dia 23 teremos na mesa (presidida pela Profa. Cássia Carneiro), o ex-governador Waldir Pires, o Prof. Joviniano Neto, e a Profa. Tecla Melo (Coordenadora Pedagógica da Faculdade). No dia 24 teremos na mesa (presidida pelo Prof. Derval Gramacho), a Profa. Maria Hilda Paraíso e o Prof. Sebastião Heber. As atividades começarão às 19h:00 e irão até umas 21h:30.
A Faculdade 2 de Julho está localizada na Avenida Leovigildo Filgueiras, n° 81, Garcia, 3114-4000.
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